
Autor da mais célebre fotos sobre a campanha do tricampeonato da seleção brasileira, no México, em 1970, o fotógrafo Orlando Abrunhosa morreu nesta quinta-feira. Nascido em 21 de julho de 1941 em Belém do Pará, ele chegou ao Rio em 1950, aos nove anos, com os pais e três irmãos. Queria ser químico, mas teve de trabalhar cedo, como sapateiro, ofício que exerceu dos 11 até os 18 anos. Nesta época, foi levado pelo irmão, também fotógrafo, para a extinta revista Manchete, onde começou como estagiário no laboratório. Foi laboratorista e aprendeu a fotografar. Acabou comntratado pelo jornal “O Dia”, onde também trabalhava.
Com seu olhar e técnica apurados, começou a se destacar e sua consagração veio na década de 70, com o Prêmio Esso pela foto na reportagem “Por que o homem mata?” e com a melhor foto da Copa de 70 na qual registrou Pelé socando o ar com Jairzinho e Tostão. Abrunhosa também trabalhou para agências de publicidade, como a Thompson, e foi autor de capas de discos de gênios da MPB, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, Gilberto Gil, Joanna, Jorge Bem Jor e Maria Bethânia. Recentemente, foi homenageado pelo jornalista e cineasta Eduardo Souza Lima, com o curta “Três no tri”, que venceu o IV CINEfoot. O filme conta a história da foto da Copa