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Futebol

Momento é de festa para os clubes chineses que já gastaram R$ 1,2 bilhão

Arquivo Geral

09/02/2016 7h00

Ian Ferraz

ian.ferraz@jornaldebrasilia.com.br

O ano novo chinês foi comemorado na segunda-feira com muita festa em civilizações orientais e seguirá pelos próximos quinze dias. Contrariando a economia  do país mais populoso do mundo, que cresceu no ritmo mais lento dos últimos 25 anos, com  6,9%, clubes de  futebol  soltam fogos para celebrar a entrada do ano do macaco de fogo.

As equipes chinesas têm feito jus ao horóscopo, que prevê um período de mudanças e agitação em dobro. Prova disso  são os gastos em contratações, que superaram   grandes ligas da Europa. Foram mais de R$ 1,2 bilhão investidos somente em reforços,  contra  R$ 1 bilhão dos ingleses, por exemplo.    

O meia Alex Teixeira, que estava na rota de Chelsea e Liverpool teoricamente abriu mão da seleção brasileira ao se transferir para o Oriente. O Jiangsu Suning pagou R$ 217 milhões pelo brasileiro, valor bem superior ao que todos os times chineses gastaram em 2005, quando as transferências geraram R$ 5,3 milhões.

Agora colega de Alex Teixeira, Ramires deixou o Chelsea por R$ 124 milhões. Assim como Teixeira, ele afirmou que a proposta era irrecusável. Os números explicam: o salário anual de R$ 57 milhões no Jiangsu é o dobro  do que recebia em Londres.   

O poder de compra é visto com temor por quem convive há muitos anos no Campeonato Inglês, uma liga até pouco tempo intocável pelas altas premiações e o favorecimento de sua moeda, a libra, em comparação com as demais. O francês Arsène Wenger, técnico do Arsenal, disse recentemente que “a China parece ter o poder financeiro para contratar uma liga europeia inteira para lá”. 

Assim  eles fizeram ao   tirar jogadores como Gervinho (Roma), Jackson Martínez (Atlético de Madri), Fredy Guarín (Inter de Milão) e os já citados     Alex Teixeira (Shakhtar Donetsk) e Ramires (Chelsea) de clubes europeus.  

APOIO DO PRESIDENTE

A vontade de  tornar  o país   uma potência no esporte, ou pelo menos atrair a atenção do mundo, tem um grande aliado. O presidente Xi Jinping é fanático por futebol e  decretou a prática como política de Estado. 

A modalidade é obrigatória nas escolas   desde março de 2015 e a China quer ter 100 mil crianças praticando o esporte até 2017. Para isso, tem contratado jogadores de nome e construído campos em   seu vasto território.

Os clubes estatais  também passaram a receber mais investimentos. Os  de propriedade privada  contam com colaboração financeira do governo, principalmente com a isenção de  impostos. 

Reforça ainda esse poder o fato de muitas equipes terem dinheiro oriundo do mercado de energia e de remédios. 

Lavezzi adia saída do PSG

O Shanghai Shenhua terá de esperar mais um pouco para ter Ezequiel Lavezzi. Após chegar a um acordo de 7,5 mihões de euros (cerca de R$ 32 milhões) pelo atacante argentino, o PSG resolveu segurar el Pocho até, pelo menos, após o confronto da Liga dos Campeões contra o Chelsea, no próximo dia 16, em Paris.

Com as lesões de Matuidi e Pastore, o time francês gostaria de ter Lavezzi como opção para a importante primeira partida das oitavas de final. “Devemos pensar na possibilidade de mantê-lo (Lavezzi) até a partida contra o Chelsea. Se nossos atacantes têm problemas musculares amanhã, teremos que pensar nele”, disse o técnico Laurent Blanc após a vitória frente ao Olympique, no fim de semana, por 2 x 1.

“O clube está discutindo com o agente de El Pocho. Devemos ter noção de que, se perdermos um jogador, não conseguiremos substituí-lo”, acrescentou o técnico sobre a possível saída do argentino e o fechamento da janela  de transferências na Europa.

TUDO PODE ACONTECER

A ida de Lavezzi para a China, porém, não está ameaçada, visto que a janela de transferência chinesa ficará aberta até  26 de fevereiro. 

Até lá, os clubes europeus podem sofrer com mais desfalques importantes, assim como os brasileiros, que já perderam Renato Augusto, Gil, Jadson, Luis Fabiano, Geuvânio  e  Biro-Biro. Os times daqui, inclusive, dispõem de um único recurso para segurar jogadores: o medo de jogar na China.

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