Beneficiado nas primeiras penas impostas pela Justiça italiana ao Calciocaos, o Milan voltou a ser ameaçado hoje, ao ser indiciado pelo procurador da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Stefano Palazzi, após os resultados da segunda fase de investigações do escândalo de compra de resultado no futebol do país.
O próprio site oficial do Rubro-negro confirma a ação judicial. Segundo Palazzi, o Milan é responsável direto pelo comportamento de Leonardo Meani, dirigente acusado de omissão na denúncia da partida comprada entre Arezzo e Salernitana, pela Série B de 2004/05.
Na ocasião, o Arezzo acabou indiciado por responsabilidade presumida e Meani, responsável pela relação dos clubes com a arbitragem, já estava na mira da Justiça por suas conversas com dirigentes importantes da FIGC, onde recomendava nomes de árbitros para os jogos da temporada 2004/05.
Apesar de confirmar a intimação, o Milan negou envolvimento no caso. “Os fatos se referem a uma partida do campeonato da Série B, e são ligados a comportamentos estritamente pessoais de Leonardo Meani, de nenhum modo relacionáveis ao Milan, como de resto mostrou por último a Corte Federal”, diz, em nota divulgada em seu site.
No processo original, o Rubro-negro foi ligado ao grupo de Meani, mas acabou sofrendo penas brandas por supostamente não estar ligado ao dirigente. Com isso, o Milan perdeu 30 pontos da última temporada, manteve sua vaga na Copa dos Campeões e iniciará esta temporada com oito pontos negativos.
A segunda fase das investigações na Itália começaram e mostraram que as irregularidades no futebol do país estão longe de terminar. Agora é a Reggina que sofre ação por fraude esportiva e pode acabar sofrendo duras conseqüências no julgamento do próximo domingo (13/8). O tribunal se reúne para discutir o caso Arezzo na segunda, mas a imprensa italiana prevê apenas uma leve multa como punição ao Milan. Isso se o clube acabar condenado.