A cabeça de Jorge Fossati, técnico do Inter, está a mil. Retomando suas convicções, o uruguaio arriscou ao adotar o esquema 3-6-1, ou um 3-4-2-1, na sua visão, diante do Banfield, na Argentina. Nas ironias pregadas pela bola, seu time atou bem, tendo bom volume de jogo e boas chances para marcar, mas acabou derrotado por 3 a 1, em um confronto marcado por polêmicas de arbitragem.
“Foi um grande jogo nosso, mas infelizmente teve aquela decisão do bandeira. Foi um dos melhores jogos desde que estou dirigindo o Inter”, opinou sem esconder sua frustração com o resultado final. “Quem viu o jogo e viu o Inter jogar bem e irá lotar o Beira-Rio”, animou-se ao pedir o apoio da torcida para o confronto de volta pelas oitavas de final da Libertadores.
Até a expulsão de Kleber, aos 11 minutos do segundo tempo, tudo estava igual. O placar apresentava o 1 a 1, os dois times tinham chances. O cartão vermelho apresentado ao lateral colorado foi um dos lances que mais revoltou a delegação gaúcha. “Eu queria saber o que ele (bandeira) falou para o árbitro, que não tinha apitado nada”, questionou Fossati.
No entender da arbitragem, Kleber pisou por querer em um argentino após saltar sobre o adversário, fugindo de um carrinho. A partir desse momento, o Inter perdeu o controle. A defesa levou dois gols pelo alto. A classificação ficou difícil.
Para piorar a situação, poucos minutos após perder um jogador e sofrer um gol, Fossati foi atingido por um objeto atirado pela torcida. “Já tínhamos sido atingidos por coisas mais leves. Bateu na minha cabeça. Não sei o que foi. Não fiquei bem acordado. Perdi a visão normal”, relatou.
Não bastasse ter de rever um resultado, o Inter precisa mudar a situação também no Campeonato Gaúcho. No domingo, ocorre a segunda partida da decisão do Regional. Na primeira, os colorados foram derrotados por 2 a 0, no Beira-Rio.
“São dois jogos muito complicados. Contra o Grêmio é difícil, mas não impossível. O mais importante, qualquer torcedor vai dizer isso, é a Libertadores. Isso não quer dizer que não vamos lutar até o fim pelo título gaúcho”, explicou o treinador.
Para o clássico ainda não há nem um esboço de time. A única certeza é a presença de Kleber, pois ele não poderá atuar na quinta. Fossati não descarta repetir o sistema tático utilizado na argentina nos dois confrontos cruciais para o Inter.