São quatro rodadas que a rotina na Portuguesa não muda: a equipe, mesmo na lanterna, pode deixar a zona do rebaixamento com uma combinação de resultados. Contra o Paulista, neste sábado, no Jaime Cintra, novamente a Rubro-verde estará jogando seu destino em campo. Acompanhar o resultado de outras partidas e torcer por outras equipes está afetando o rendimento luso. Pelo menos é o que garante os jogadores, nervosos pelo difícil momento vivido pela Lusa.
“Acaba tendo um desgaste mental e isso vai até a última rodada, vai até o final. Não pode antecipar uma seqüência de vitórias, estabelecer um número, três quatro vitórias, porque isso pode não salvar o time”, destacou o volante Rai. Uma coisa é certa, a Portuguesa não depende mais de si apenas para evitar a Série C em 2007.
Segundo o site Infobola os 11 últimos colocados têm chance de serem rebaixados. Nas contas lusitanas, esta lista inicia no Remo, 13º colocado com 42 pontos. O Vila Nova, 16º e primeiro fora da degola, está com 39, apenas três à frente da Portuguesa. A competitividade está tão alta que, caso vencesse o Ituano há duas rodadas, a Rubro-verde sairia da lanterna direto para a 15ª posição.
Motivo para Benazzi brecar a crise pelos lados do Canindé. “O pessoal não está desanimado. Pelo contrário, está bem. Eu vejo no grupo um companheirismo bacana, todos unidos. O trabalho aqui está diferente de antes”, disse, fazendo alusão aos seus antecessores e demonstrando confiança em reverter as 91% de chances de rebaixamento e apenas 35% de aproveitamento na competição.
A Portuguesa tem mais dois confrontos no Canindé, ambos diretos para escapar do descenso: Vila Nova e Ceará. Além disso, seus rivais de degola também têm sofrido com a falta de sorte. Geralmente descrente em números e estatísticas, Benazzi garante que é preciso usar os dados para o bem da equipe, não reafirmar as dificuldades.
“Eu fico chateado quando aparece um sentimento derrotista. Eles querem adivinhar, adivinhem o que temos ai, se vamos empatar ou perder. Eu acho que tudo será decidido no último jogo. Não vou desistir enquanto houver chances. É claro que na minha hora de planejamento, os números entram. É por isso que reúno o grupo”, explicou.
A crença em superações pessoais é o que move a Portuguesa atual. E o discurso é idêntico até entre os jogadores reservas, caso do lateral Juninho Goiano, que ocupará a vaga de Leonardo contra o Galo da Japi. “Tem uma coisa que é necessária: acreditar. Enquanto tivermos chances, temos de lutar. Se colocarmos isso dentro de campo e cada um fazer sua parte, vamos sair dessa”, concluiu.