O zagueiro Marquinhos concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira e esclareceu os motivos que o levaram a pedir para não jogar mais pelo Corinthians. Além das ameaças que recebeu após a falha no clássico contra o São Paulo, o atleta de 24 anos se disse incomodado porque sua carreira estava estagnada no Parque São Jorge.
"Nenhum jogador espera passar por isso, ter uma história no clube e acabar assim. Tenho consciência que foram sete anos (como profissional) que não foram felizes por uma série de motivos, tive problemas que me impediram ter seqüência de jogos e é claro que fico triste de sair após 17 anos de clube, mas na nossa profissão as coisas acontecem naturalmente", comentou.
Marquinhos afirmou que não tem proposta oficial de outra equipe, mas não vê problema em defender um clube de menor expressão. "Agora vou pensar no melhor para mim, para a minha família. Quero trabalhar com tranqüilidade e procurar subir na minha profissão. Estou há sete anos como profissional e a minha carreira sempre continuou na mesma, nunca tive ascensão aqui dentro", lamentou.
"Todos me elogiaram na minha estréia, quando eu ainda era do júnior e anulei o Romário (Corinthians 1 x 1 Vasco, em fevereiro de 2000), vinha sendo convocado para todas as seleções de base e isso acabou me atrapalhando muito. Depois vieram as contusões que também me prejudicaram, fiquei um ano parado. Mas ainda tenho 24 anos e vou correr atrás do tempo perdido", continuou.
O atleta falou também sobre as ameaças que recebeu. "Disseram que se eu não saísse do Corinthians iam me matar, que iriam pegar minha família, falaram até da minha filha que tem sete meses", contou. "Eu sei me defender, posso sair na rua numa boa, mas ameaçar a família foi demais", acrescentou.
Com contrato até o final de 2008, Marquinhos ainda não sabe se continuará treinando no Parque São Jorge enquanto não encontra outro local para trabalhar. No total, o atleta disputou 80 partidas pelo Timão e marcou quatro gols.