Apesar de atuar em uma posição na qual são freqüentes as advertências por cartões, o volante Marcelo Mattos é o jogador corintiano que mais tempo ficou em campo neste Campeonato Brasileiro. Até o duelo contra o Vasco, o atleta disputou 17 partidas e atuou por 1.502 minutos, superando os 1.470 do zagueiro Betão. Ao todo, 40 jogadores foram utilizados pelo Corinthians na competição.
“Eu não sabia disso. Devido a uma lesão, fiquei alguns jogos fora depois da pré-temporada e achei que não tinha tudo isso de tempo em campo”, surpreende-se Mattos, que ainda perdeu quatro jogos por suspensão – duas por cartão amarelo, uma por expulsão e uma por punição do STJD referente ao vermelho sofrido contra o Figueirense.
Para conseguir a liderança no índice, Mattos conta que dá atenção especial à parte física desde 2002, quando defendia o Mirassol. “Faço isso sempre para evitar as lesões. Graças a Deus, nunca tive estiramento”, diz o atleta, que, no entanto, não economiza nas disputas de bola.
“Na história, outros jogadores de raça e vontade ficaram marcados. É isso que a torcida gosta e é isso que não pode faltar. Procuro fazer o máximo para o Corinthians, com dedicação e garra. Não sei se sou o representante da torcida dentro de campo, mas me dedico bastante” afirma.
O atleta lembra que sua expulsão contra o Figueirense foi motivada pelo momento conturbado que o time vivia. “O resultado não vinha e acabei perdendo a cabeça. Fiquei suspenso por dois jogos depois de dar uma entrada dura, mas foi pela nossa situação. Quando a cabeça não está legal, você dá um pique de 20 metros e parece que foi 200”, compara.