Na tabela do Campeonato Paulista, cinco pontos separam o Santos, 14º colocado, do São Paulo, o quinto. A distância é a mesma que o Tricolor tem para o Guaratinguetá, surpresa na primeira colocação com 18 pontos. Por isso, o time do Morumbi se mostra atento ao clássico deste domingo contra o Peixe, decisivo para as pretensões dos dois rivais na competição
Entre os comandados de Muricy Ramalho, ninguém esconde a pressão por ter empatado três dos quatro últimos compromissos – Corinthians, Ponte Preta e São Caetano. No entanto, o fato de jogar em casa e o momento instável dos santistas vêm sendo encarados como fatores que podem decidir o jogo do fim de semana a favor do Tricolor.
“A gente tem que ter isso em mente. Saber explorar essas estratégias dentro de campo faz diferença”, garante o volante Richarlyson, que, no entanto, evitou apontar a reformulação do elenco rival como caminho para a vitória. “Se a gente colocar teoricamente, isso nos dá uma vantagem. Mas na prática, é diferente”, afirma.
Por sua vez, o técnico Muricy Ramalho já admite dificuldades dos dois times para balançarem as redes. Em clássicos deste ano, o Santos ficou no 0 x 0 contra o Palmeiras, mesmo placar do duelo são-paulino contra o Corinthians – segundo o treinador, tudo por conta do pequeno número de jogos feitos em 2008.
“Os clássicos estão assim, ainda mais em começo de temporada”, diz Muricy, cujo time marcou oito gols e sofreu quatro até aqui em sete jogos no Paulistão. “É começo de temporada. Os times estão se armando primeiro na defesa, depois no ataque”, argumenta.
Confiança – No atual campeão brasileiro, porém, nem mesmo o mau começo de temporada abalam a moral do time. O pensamento de que o time passará para as semifinais do Estadual é praticamente unânime, a despeito do começo forte dos times do interior.
“Os times pequenos jogam no erro do adversário, porque a pressão é toda em cima dos grandes”, defende Muricy. “É uma obrigação nossa chegar ao G-4, para então pensar no título”, completa Richarlyson, pensando já na decisão.