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Futebol

Luxa entra com representação de lesão corporal contra organizada

Arquivo Geral

18/11/2008 0h00

Após ser agredido por integrantes da torcida organizada Mancha Alviverde no aeroporto de Congonhas durante o embarque para o Rio de Janeiro, o técnico Wanderley Luxemburgo prometeu ir até as últimas conseqüências para punir os responsáveis. Nesta segunda-feira, o primeiro passo foi dado para cumprir essa promessa.


O advogado do treinador, Antonio Carlos Sandoval Catta-Preta, apresentou uma representação de lesão corporal contra a organizada ao 23º Distrito Policial, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. Um inquérito deve ser estabelecido, para depois chegar ao Fórum Criminal, sendo acompanhado pelo Ministério Público.


“O Luxemburgo foi chamado, compareceu hoje ao Ministério Público porque deixou de ser um caso só de polícia. O Ministério agora assumiu”, confirmou o diretor de futebol Genaro Marino.


Um inquérito já havia sido requisitado por Catta-Preta após a derrota do Palmeiras para o Grêmio em 9 de novembro, quando o treinador sofreu tentativa de agressão por um conselheiro do clube e recebeu ameaças. Com a confusão em Congonhas, este incidente deve ser incluído no novo processo.


Wanderley Luxemburgo deverá ser chamado para depor e realizar exame de corpo-delito, algo que não ocorreu após as agressões no aeroporto – o treinador apenas foi levado ao ambulatório local, onde foi constatada a existência de uma pequena fratura no cotovelo direito.


O comandante alviverde afirmou, após o episódio, ter identificado os agressores como membros e dirigentes da principal facção organizada da torcida alviverde. Estes, por sua vez, acusaram Luxemburgo de ter iniciado a confusão. Enquanto isso, o clube trabalha para minimizar os efeitos destes problemas nos atletas.


“O Palmeiras não deveria ser igual ao outros clubes em que aconteceu isso. Ficou provado com outras torcidas que o prejuízo foi muito grande para os clubes”, opinou Genaro Marino, lembrando de confusões como a explosão de uma bomba no treino do Flamengo, na Gávea, ou a invasão e agressão de uma organizada do Bahia aos jogadores, no Centro de Treinamentos, em Salvador.


“A culpa é de todos no clube. É uma somatória de diretoria, comissão técnica e os próprios jogadores”, complementou o diretor alviverde, evitando apontar apenas um culpado pela difícil fase pela qual passa o Palmeiras.


 

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