Tite quer evitar qualquer tipo de oba-oba no Inter. A boa fase vivida, com goleada em cima de goleada, rende rasgados elogios. Mas o treinador mantém a cautela ao falar de seu time e sobre os adversários. Salto alto é proibido na casa colorada. Os ótimos números da equipe até aqui ainda não valeram nada para ele.
“O trabalho é sempre na busca do crescimento. Tu tens que ter a maturidade de absorver críticas e elogios. Tem que ter coragem de ser feliz, de ser o melhor, e ser reconhecido. A gente sabe que não chegou a lugar nenhum. Estamos num processo de evolução”, opinou.
No sábado, o confronto será diante do Juventude, em Caxias do Sul. O tradicional oponente não é mais um representante da elite do futebol brasileiro. Pelo segundo ano seguido, o Alviverde disputará a Série B do Brasileirão. Porém, o clube da Serra sempre causou problemas para o Inter. Por isso, Tite tenta blindar o vestiário e diminuir qualquer tipo de euforia exacerbada.
Liderando o Grupo 10 na Taça Fábio Koff, os colorados necessitam, pelo menos, de um empate no Alfredo Jaconi para garantirem a primeira colocação na chave. A realidade do treinador no Beira-Rio pode fazê-lo sonhar. O início de temporada, também.
Após seu surgimento meteórico no Grêmio, no início da década, Tite chegou a ser cogitado como um técnico para a seleção brasileira. Depois disso, seus trabalhos não renderam mais títulos de visibilidade, até voltar a Porto Alegre.
Em sua entrevista coletiva nesta sexta-feira, no Estádio que receberá a equipe de Dunga na próxima semana, o comandante colorado foi questionado se sonha um dia estar no lugar de seu conterrâneo.
“Quero é ser campeão com o Internacional no segundo turno, na Taça Fábio Koff. Que a seleção faça um grande campeonato, um grande jogo”, declarou com um sorriso no rosto, deixando transparecer sua vontade de um dia chegar ao cargo mais cobiçado pelos técnicos brasileiros.