O primeiro semestre do Corinthians foi perfeito em 2009 com as conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. No restante do ano, o time acabou tendo uma queda e não tem mais chances de ser campeão brasileira. Por isso, Ronaldo já concentra seus esforços na disputa da Libertadores da próxima temporada.
Há quase um ano na equipe do Parque São Jorge, Ronaldo já adquiriu o desejo da maioria dos torcedores do Corinthians: a conquista da Libertadores.
“Joguei 15 anos na Europa e encaro a Libertadores como a Copa dos Campeões. Talvez, a Libertadores, para o brasileiro, seja mais importante do que a Copa dos Campeoões é para o europeu”, afirmou Ronaldo em entrevista ao Sportv nesta terça-feira.
Ciente da importância da conquista da Copa Libertadores para o Corinthians no ano do centenário, Ronaldo já indica o caminho que deve ser seguido para se obter sucesso na competição continental.
“Primeiro, tem que fazer planejamento e contar com a sorte. Esse ano tinha um planejamento fantástico, fiz uma boa pré-temporada, correu tudo bem no Paulista e na Copa do Brasil, mas no Brasileiro não deu certo por causa da lesão na mão. Então tem que contar com a sorte para o ano do centenário e fazer um bom planejamento”, apontou o camisa 9, que exalta a necessidade de se preparar até durante as férias.
“Tem uma programação para o jogador seguir nas férias. Não é aquela rotina pesada diária, mas tem que fazer academia umas três vezes por semana”, alertou o atacante.
Além de toda preparação e dedicação do Fenômeno, na Libertadores o Corinthians poderá contar com aquela que o atacante define como sua principal característica: o poder de decisão.
“Não tenho pretensão de ser melhor do que ninguém, mas acho que sou muito decisivo. Pela quantidade de vezes que toco na bola durante o jogo, tenho um bom aproveitamento”, destacou Ronaldo.
Desmanche: De olho em 2010, Ronaldo nega que tenha ocorrido um relaxamento do Corinthians após a conquista do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil.
“Não houve relaxamento. O que teve foi uma mudança no padrão tático, com a saída de jogadores importantes. Isso desmontou nosso time, que já tinha um padrão tático. É difícil perder vários jogadores”, argumentou o artilheiro da Copa de 2002, que avalia como positiva sua passagem pelo Corinthians até o momento.
“Sempre soube que sou muito querido no meu país. Mas aumentou muito (esse carinho) e a parceria com o Corinthians está sendo realmente fantástica. Sou muito feliz aqui”, comemorou o melhor jogador do mundo segundo a Fifa em 1996, 1997 e 2002.