O nome do técnico Emerson Leão mais uma vez estará em pauta no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Nesta quinta-feira, o treinador corintiano será novamente julgado pela sua expulsão na partida contra o Santos, realizada no dia 5 de outubro e vencido pelo time da Vila Belmiro por 3 x 0.
Em um primeiro momento, Leão foi absolvido por unanimidade da acusação de ter ofendido o árbitro Wilson Luis Seneme ao bater palmas após o primeiro gol santista, em cobrança de falta – o comandante alvinegro havia questionado anteriormente a marcação da infração.
A procuradoria, no entanto, entendeu que as imagens de vídeo e a declaração de um repórter que estava à beira do campo na ocasião não serviam de provas concretas a favor do treinador e pediu um novo julgamento.
Leão, que não deve comparecer ao julgamento por estar com o elenco em Curitiba, mostra-se tranqüilo. “O advogado vai repetir aquilo que fez da outra vez, quando fui absolvido por unanimidade. Eu acredito na verdade e não tenho nada a temer”, comentou.
Sem deixar sua conhecida ironia de lado, Leão aproveitou para reclamar da forma como os árbitros têm sido tratados. “Eu gostaria que nos dessem liberdade de trabalhar, inclusive um pouquinho com as mãos também. Senão, tem de pegar alguns italianos aí e cortar as mãos deles”, disse, em referência ao modo gesticular como a maioria dos italianos costuma se manifestar.