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Futebol

Leão volta a reclamar do elenco reduzido

Arquivo Geral

24/08/2006 0h00

Ao desembarcar em São Paulo após o empate do Corinthians com o Juventude, o técnico Emerson Leão voltou a lamentar as poucas opções que tem no elenco corintiano. Desde que chegou ao Parque São Jorge, no último dia 15, o treinador viu Ricardinho ser negociado com o futebol turco, Marcelinho ser demitido e Carlitos Tevez tirar férias por conta própria. Além disso, Bruno Octávio e Nilmar seguem se recuperando de lesão.

No duelo contra os gaúchos, Leão também não pôde contar com Eduardo Ratinho, Rubens Junior e Carlos Alberto, suspensos. “A presença do Ricardinho e do Carlos Alberto resolveria 70% dos problemas ofensivos”, comentou. “Quando vim para cá, sabia que teríamos pouco tempo para trabalhar e os problemas aumentam a cada dia. Agora não podemos deixar os problemas atrapalharem o trabalho”, prosseguiu.

Em menos de dez dias sob o comando de Leão, o Corinthians entrou em campo três vezes – bateu o Fluminense por 2 x 1 e o Botafogo por 1 x 0 e empatou com o Juventude por 0 x 0. “Não temos tempo nem para fazer coletivo”, lembrou o treinador, dizendo que pretende “trocar a equipe todas as vezes e se possível fazer as três substituições por jogo”. “É uma necessidade”, justifica.

Leão já declarou que não pretende liberar nenhum atleta do elenco e espera pelos reforços que indicou a pedido da diretoria. Estariam na lista o zagueiro Alex (PSV-HOL), o meia Alex (Fenerbahce-TUR) e os atacantes Luis Fabiano (Sevilla-ESP) e Grafite (Le Mans-FRA). A diretoria, porém, tem pouco tempo, pois o período de negociações internacionais se encerra no próximo dia 31.

Independente dos obstáculos, o treinador mostra-se confiante na recuperação da equipe, que segue na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. “Como eu disse quando cheguei, nós iríamos sair dessa situação aos poucos. Precisamos fazer essa equipe sair do vermelho e, se a cada três jogos somarmos sete pontos, estaremos bem melhor na tabela”, diz.

Leão aproveitou também para criticar o futebol brasileiro, cada vez mais acostumado a exportar jogadores. “Pela maneira como está o campeonato, duas vitórias consecutivas te leva de uma posição ruim a um grupo de elite, o que mostra a fragilidade do nosso campeonato, a falta de renovação de talentos, e o reflexo foi a seleção na Copa”, analisa.

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