“Acho possível terminar o campeonato sem perder porque acredito nos nossos atletas e no nosso trabalho”, afirma o técnico Emerson Leão. Uma eventual invencibilidade de nove partidas do Timão, no entanto, não seria a maior da competição. O recorde até agora é do rival Palmeiras, que ficou 11 jogos sem perder após a Copa do Mundo.
O São Paulo está invicto há dez partidas. Curioso é que o time do Morumbi já havia ficado dez jogos sem perder antes de ser derrotado justamente pelo Palmeiras. Caso contrário, estaria imbatível há 21 partidas. O Internacional é outro time que busca a maior invencibilidade do campeonato. O Colorado, no entanto, não perde há oito jogos e no máximo irá igualar a marca do Palmeiras.
Para o desafio de sábado, frente ao Fluminense, Leão não terá os zagueiros Marinho e Marcus Vinícius e o meia Renato suspensos. “Já estamos acostumados a não repetir a equipe e temos que prepará-la para estes três jogos. Estamos em ritmo de conquistas de vitórias, pretendemos somar nove pontos e, se a matemática permitir, podemos alcançar algo maior”, diz o treinador, vislumbrando um a classificação para a Libertadores.
A seqüência de cinco vitórias e um empate nos últimos confrontos enche o técnico de orgulho. “Demos um reforço para a nossa defesa, liberamos os dois meias e demos liberdade para o nosso atacante se movimentar bastante na frente. Tomamos apenas um gol em seis jogos e isso significa que a equipe se portou bem taticamente, principalmente porque jogou simples”, observa.
Leão cita também o crescimento de alguns valores individuais, como o lateral César. “O César teve um pouco de dificuldade na readaptação, jogava mais do meio para frente e agora já consegue fazer uma cobertura atrás. Está mais bem preparado fisicamente e está feliz. Ele teve uma seqüência maior que o Amoroso, por exemplo, e era o que ele precisava para voltar a jogar seu melhor futebol”, elogia.
As ausências de estrelas como Tevez e Carlos Alberto também foram comentadas de forma indireta. “Estrela sem brilho, não é estrela. Temos que ter cuidado ao rotular alguns atletas de craque, popstar, estrela. Não se pode esquecer o coletivo. O atleta novo luta para matar sua fome de aparecimento. Dá para se ter os dois juntos formando uma equipe. Não um time, porque time, se você não cuidar, pode virar um bando”, filosofa.
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