O técnico Emerson Leão iniciou a entrevista coletiva desta sexta-feira fazendo um pronunciamento cujo objetivo era esclarecer algumas questões que, segundo ele, foram deturpadas por alguns meios de comunicação durante a semana. “Primeiro quero fazer algumas considerações porque as minhas costas são grandes, mas não tão grandes para carregar mentiras e coisas que eu não fiz”, declarou, antes de abordar os temas.
Um deles era referente à entrevista que o treinador concedeu no Ceará às vésperas da partida contra o Fortaleza. Na ocasião, Leão deixou de responder a uma pergunta feita por uma repórter, o que gerou algumas críticas na mídia paulista. “O nosso assessor de imprensa me orientou a responder uma pergunta de cada repórter. A moça fez a pergunta dela e, após eu responder, ela quis emendar outra. Por isso eu não respondi”, explicou o treinador.
E continuou. “Aí disseram que eu era grosso, que não gostava de mulher. Eu gosto de mulher, sim. E se quiser que eu prove, traga a família que provo”, disse, arrancando sorrisos constrangidos dos jornalistas. “Hoje eu sou casado, mas um oferecimento antes seria muito bem-vindo”, ponderou.
A outra questão era envolvendo o fisiologista Renato Lotufo, que teria sido afastado da equipe profissional por determinação do treinador. Antes mesmo de Leão falar, o diretor de futebol Edvar Simões procurou explicar a situação, ao lado do próprio Lotufo. “Todos aqui reconhecemos a capacidade do Lotufo. Ele vem desempenhando um trabalho no departamento amador que era algo que já queríamos fazer há um bom tempo, para que os garotos chegassem mais bem preparados fisicamente no profissional, sobretudo em uma emergência, como foi no caso do Fagner”, disse.
Segundo Simões, o fisiologista vem acompanhando o profissional “trabalhando diretamente com o (preparador-físico) Fernando Leão”. “A atuação dele no amador, inclusive, é anterior à chegada do treinador”, completou.
Depois foi a vez de Lotufo procurar esclarecer. “Eu não estou fazendo o trabalho no profissional porque estou fazendo no amador. Estamos procurando normalizar os exames em todas as categorias”, afirmou.
Sobre o fato de não estar acompanhando o time profissional na mesma intensidade como fazia antes da contratação de Emerson Leão, Lotufo apontou a tabela de jogos do Campeonato Brasileiro como justificativa.
“No ano passado, com a anulação dos jogos, tivemos que jogar mais que o previsto. O Antônio Lopes (então treinador) me pediu um trabalho preventivo. Fizemos os exames e neste ano nós fomos diminuindo gradativamente. Mas os exames não garantem que os atletas ficam livres das lesões”, comentou.
Leão, por sua vez, afirmou que não é contra o trabalho de fisiologistas. “Eu até chamei o Lotufo para a seleção quando eu estava lá”, lembra. “Ele nunca foi proibido de fazer nada aqui. Neste momento, faltando poucos jogos, não tem muito o que fazer. Mas é lógico que na pré-temporada o seu trabalho será importantíssimo”, disse.