Afastado do elenco por ordem da diretoria horas antes da derrota contra a Ponte Preta, em Campinas, o zagueiro Paulo Miranda corre o risco de não defender mais o São Paulo.
Nos vestiários do estádio Moisés Lucarelli, o técnico Emerson Leão deixou a entender que foi informado sobre a chance de outras mudanças. Definitivamente, o presidente Juvenal Juvêncio ficou irritado com a terceira eliminação seguida diante da equipe da Baixada.
“A diretoria disse que provavelmente irá tomar outras decisões, vamos aguardar. Não gosto de ficar sem uma definição total para saber o que vai acontecer”, comentou Leão.
A derrota para o Santos deixou punições mais leves a outras vítimas. O lateral direito Piris e o meia Jadson perderam a vaga de titular, mas integraram normalmente o banco de reservas contra a Ponte Preta. Ainda assim, as mudanças não surtiram o tratamento de choque esperado. O São Paulo decepcionou em Campinas e perdeu por 1 a 0 o confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.
“A diretoria tomou uma posição séria em relação ao Paulo Miranda, como fez no começo do ano com outros atletas”, relembra Leão ao falar da reformulação feita pelo clube ao fim de 2011, que custou a saída de nomes como Jean, Xandão, Rivaldo, Juan, Marlos e até de jovens como Henrique e Bruno Uvini.
Experiente, Leão sabe a influência negativa de uma dispensa no meio da temporada. Afinal, Paulo Miranda é visto como um dos culpados da derrocada tricolor no Campeonato Paulista de 2012. Outros atletas temem o mesmo destino se houver, por exemplo, um fracasso na Copa do Brasil.
“No esporte coletivo, ninguém é culpado. Entendo que a diretoria tomou uma atitude, agora precisamos aguardar os acontecimentos futuros. É desagradável, o grupo ficou chateado, isso é uma situação nova que pegou todos de surpresa. E eu também fiquei”, confessa Leão.