Pouco antes de cinco jogadores corintianos irem à sala de imprensa dizer que o grupo irá continuar com a greve de silêncio, o técnico Emerson Leão conversou com os jornalistas, reafirmou que não tem nenhuma ligação com o manifesto dos atletas e disse que o ato acabou ajudando na adaptação dos jovens recém-promovidos ao elenco profissional.
“O silêncio permitiu a eles observarem com tranqüilidade os meandros de estarem no Corinthians, conhecerem o clima de vestiário, o trabalho com um novo treinador, e isso até ajudou para que eles não ficassem deslumbrados e de salto alto. Para crescer não precisa aparecer, bastam os próprios méritos”, comentou Leão, que subiu para o profissional o lateral Fagner, os meias Fabrício e William e os atacantes Daniel e Robson Baiano.
Ao falar sobre o fim da greve (que acabou não acontecendo), o treinador pediu que não houvesse má vontade dos jornalistas com os atletas: “O fato novo criou uma responsabilidade maior e agora eles criaram um outro fato novo. Não fui eu que pedi para eles pararem de falar nem para voltarem. Só peço a vocês que não haja revanchismo, como já pedi a eles também”.
Questionado sobre os motivos que levariam os jogadores a novamente conceder entrevistas, Leão lembrou que não tinha nada a ver com caso, mas fez uma observação. “Se notar, passaram-se 30 dias. Talvez eles tenham entendido ser suficiente, tenham colocado na cabeça deles a idéia de aguardar por um mês. Eles não me disseram porque decidiram voltar a falar”, desconversou.
O treinador afirmou ainda que a postura de seus comandados não está vinculada ao desempenho do time no Campeonato Brasileiro. “O que ocorre dentro do campo, em relação a resultados, não deve influenciar em condutas. Ninguém é obrigado a vencer, mas obrigados a tentar vencer”, discursou.