Titular do São Paulo na dramática vitória de ontem contra o Estudiantes, pelas quartas-de-final da Copa Libertadores, o atacante Leandro diz ter uma identificação especial com a competição sul-americana. “Libertadores é a minha cara por ter jogos mais duros, em que você tem de se superar, brigar, mostrar raça, lutar com o coração”, diz o atleta, que ganhou a vaga de Thiago e foi escalado ao lado de Ricardo Oliveira. “Estou em um bom momento”, comemora.
Durante a intertemporada realizada em função da pausa para a Copa do Mundo, o técnico Muricy Ramalho testou o esquema 4-4-2 utilizando Leandro como meia. O jogador, que já atuou também como ala, afirma não ter preferência por posição.
“Minhas características são do meio para frente e se o Muricy me coloca em várias funções é porque tem com confiança em mim”, diz. “No jogo de ontem ele me deu total liberdade para criar com o Danilo e, na medida do possível, busquei abrir espaços para os companheiros”, completa.
Leandro admite que os jogadores já esperavam dificuldades para eliminar o Estudiantes. “Pelo esquema de jogo deles, fomos pressionados na saída de bola e nosso maior medo eram as bolas paradas”, conta. “No primeiro tempo não tivemos muito espaço, mas melhoramos um pouco depois graças à superação”, acrescenta.
Mesmo assim, o jogador garante que não temeu pela classificação nem mesmo quando a disputa foi para as penalidades. “Eu estava tranqüilo na hora dos pênaltis porque nós treinamos cobranças e eu sabia que o Rogério acabaria pegando pelo menos um. A confiança no grupo todo era grande”, afirma.
Apesar de usar o discurso de que “não tem jogo mole a partir de agora”, Leandro mostrou certa preferência em enfrentar o Chivas, que disputa uma vaga contra o Vélez Sarsfield. “Particularmente, estou com raiva do Chivas porque jogamos bem nos dois jogos e não conseguimos vencer”, diz, lembrando as derrotas por 2 x 1 sofridas na primeira fase.
“Dessa vez eles vão ter de tirar força não sei de onde para nos vencer”, acrescentou o jogador, dizendo também preferir decidir a vaga em casa – se pegar o Vélez, o São Paulo faz a segunda partida na Argentina. “É melhor decidir em casa porque temos o apoio do torcedor”, justifica.