Com a sensação de dever cumprido, o técnico Jüergen Klinsmann comemorou muito após a vitória por 3 x 1 contra Portugal que valeu o terceiro lugar da Copa do Mundo para a Alemanha. Segundo ele, a posição honrosa foi um presente à torcida, que vinha merecendo homenagem dos jogadores pelo apoio.
“Todos nós estamos muito emocionados. O time queria muito comemorar com os torcedores”, revelou Klinsmann. “Tivemos muita sorte com os chutes de Schweinsteiger. Acabou sendo um grande desfecho de Copa para nós”, completou o treinador alemão, citando o autor de dois dos gols da vitória.
Apesar da boa campanha no Mundial, Klinsmann não deixou de criticar alguns dos jogos do torneio. Segundo o ex-atacante, as outras seleções – sem citar quais – poderiam ter seguido o exemplo dos anfitriões e trocar o futebol pragmático e racional por um outro, mais vistoso.
“Gostaríamos de ter tido jogos mais empolgantes, como foram Argentina e Costa do Marfim (2 x 1) ou o nosso mesmo contra a Suécia (2 x 0). Este foi um torneio marcado pelo raciocínio, mas acho que conseguimos nos diferenciar e jogar com o coração”, explicou.
Com o desfalque de Frings na semifinal e o de Ballack na disputa pelo terceiro lugar, Klinsmann tratou de não se lamentar. Pelo contrário, ele fez questão de frisar a capacidade de todos os atletas convocados, mostrando que qualquer um pode entrar em campo quando solicitado.
“Claro que é sempre uma desvantagem jogar sem o seu líder, e Ballack é a nossa locomotiva”, lamentou o treinador, que deu crédito aos substitutos. “Temos outros jogadores-chave, e sempre treinamos assim, com os jogadores do banco tendo o mesmo valor dos titulares. O Nowotny, por exemplo, foi informado que entraria apenas no aquecimento”, exemplificou.
Por fim, ele apostou em um belo jogo neste domingo, mas não apontou seu favorito na decisão. Klinsmann disse que tanto Totti quanto Zidane podem decidir o Mundial