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Futebol

Jovens espanhóis e experientes franceses lutam por vaga nas quartas-de-final

Arquivo Geral

26/06/2006 0h00

Espanha e França farão mais do que um clássico amanhã, em Hannover. O confronto será marcado pelo duelo entre uma jovem geração espanhola, animada com os resultados e que quer brigar pelo título inédito, contra os veteranos franceses, que almejam prolongar a despedida honrosa da geração de Zinedine Zidane.

Do lado espanhol, a animação é evidente. Com três vitórias nas três primeiras partidas, os espanhóis não só falam em passar pela primeira vez para as semifinais, mas em irem mais longe. Em seu terceiro Mundial, o atacante Raúl espera que a Espanha embale, aproveitando a união dos convocados.

“Nunca em uma seleção eu vi tanta qualidade reunida. É um grupo com muito talento e com um treinador que aposta nisto. Há uma mescla de gente que já jogou Copas do Mundo com jovens que vêm crescendo”, explicou Raúl, comemorando o embate contra a França, depois de uma primeira fase contra adversários medianos. “É o que queremos. Começaram os jogos de verdade, e teremos pela frente uma campeã do mundo para mostrarmos que esta seleção pode pensar em título”.

Em confrontos contra os franceses, o queridinho da torcida ibérica tem uma lembrança ruim. Um pênalti perdido nas quartas-de-final da Eurocopa de 2000, em partida que terminou com vitória de 2 x 1 para o time que era comandado por Roger Lemerre. Porém, para o camisa sete, o lance faz parte do passado.

“Já passou, e espero que amanhã seja diferente, sobretudo com o resultado a favor da Espanha. Se tiver que perder outro pênalti para passarmos, perderei”, declarou, com o respeito que o adversário merece. “Sabemos que a França tem jogadores perigosos, sobretudo no meio. Eles são campeões e ainda não mostraram todo seu potencial. Têm gente de nível, já ganharam tudo, e nós ainda não conquistamos nada para sermos como eles”, finalizou.

E Raúl será a novidade do técnico Luis Aragonés para o primeiro dos confrontos decisivos. Ele entra no lugar de Luís Garcia, enquanto Fábregas assume a vaga de Marcos Senna no meio-campo.

Depois dos tropeços na primeira fase, a França luta para surpreender nas oitavas. O jogo pode ser o último de Zidane, já que o veterano meia anunciou que se aposenta após o término da Copa do Mundo. Sem “Zizou”, suspenso na vitória contra Togo, a seleção de Raymond Domenech conseguiu deixar para trás o tabu de não vencer em Copas desde a final de 1998.

Aliviado por continuar no comando dos gauleses no Mundial, Domenech não tem um ambiente dos mais tranqüilos. Apesar disso, ele prevê uma passagem para as quartas-de-final. “Como em partidas anteriores, vou tentar colocar todo o talento dele (Zidane) a serviço da equipe e permitir que os companheiros mostrem o que sabem. Mas não pensamos que se trata de uma despedida”, explica o questionado treinador.

Apesar do ambiente conturbado, os jogadores querem dar ao maestro da camisa 10 a chance de encerrar por cima sua vitoriosa carreira. “Zidane está frustrado por perder a última partida e mal pode esperar para entrar em campo”, disse Eric Abidal que, aos 26 anos, é o mais jovem a compor a experiente defesa francesa. “Dá pra ver todos os dias nos treinos. Ele está mais determinado que os outros. Dá o máximo de si”, completou.

Os espanhóis prevêem uma vitória na base da velocidade sobre a França, mas o exercício de futurologia do técnico Luís Aragonés não assusta os campeões mundiais de 98. “A Espanha é mais jovem que nós, mas nós temos experiência”, rebate Abidal. “Eles têm disposição, velocidade, mas somos mais técnicos e nossos atacantes podem fazer a diferença”.

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