Segundo informa a edição desta terça-feira do Diário de Sevilla, o Betis aceitou liberar Ricardo Oliveira para atuar na finalíssima da Copa Libertadores contra o Internacional, dia 16 de agosto, no Beira-Rio. Entretanto, antes que o torcedor são-paulino se anime, a diretoria desmente a informação e garante que ainda faltam detalhes a serem resolvidos para atacante adiar sua despedida do São Paulo.
“Não tem nada certo. Eles plantam notícia ruim. Eu só posso confirmar coisas oficiais, não extra-oficiais. Falta pouca coisa e isso é questão de documentação, negociação”, disse o superintendente de futebol do Tricolor, Marco Aurélio Cunha.
Da Espanha, o empresário enviado pelo clube para convencer os espanhóis já adiantava que a negociação permanece pendente, mas próxima de um final feliz para o São Paulo. “O Betis vem tendo muita boa vontade em atender os interesses do Ricardo Oliveira de jogar a final da Libertadores”, justificou Luiz Vianna, à Rádio Marca.
Os argumentos usados para liberar o atacante são convincentes, afinal com um título continental no currículo, Ricardo Oliveira se valorizaria mais para uma futura transferência na Europa. Além disso, o técnico Javier Irureta deu o aval pela permanência, preocupado com o psicológico do atleta, cuja primeira opção é ficar.
Apesar da boa vontade de ambas as partes, há um empecilho jurídico que dificulta o acerto. A Fifa proíbe uma extensão contratual de apenas uma semana. O prazo mínimo é de três meses e Ricardo ficaria no Morumbi até dezembro. Os espanhóis estão temerosos que o Tricolor realmente “rasgue” o vínculo após a decisão da Libertadores sem cobrar uma compensação financeira.
O Betis estuda implantar uma multa de 30 milhões de euros em caso de sua permanência no Tricolor, mas a Fifa poderia considerar o acordo ilícito. Existe também o risco do Internacional apontar as irregularidades para ficar com o título no tapetão. Apesar do imbróglio, Cunha garante que o São Paulo não teme ser superado nos bastidores.
“O São Paulo não é um time pequeno. Você acha que deixaríamos se levar facilmente. Nosso departamento jurídico está pronto, consultando todas as possibilidades para evitar problemas e conseguir a liberação dentro das regras, isso desde que o assunto começou a ser discutido”, completou o dirigente são-paulino.
Tentar convencer a Fifa, explicando se tratar de um caso excepcional, é uma das alternativas para o clube do Morumbi. Vianna confirmou que os dirigentes são-paulinos foram pegos de surpresa com o rumo que tomou a situação. “Quando solicitamos o empréstimo, era porque ele não podia atuar pelo Betis e buscava a recuperação antes da convocação da seleção para a Copa do Mundo”, afirmou, mantendo o clima pacífico entre as diretorias.
“Pedimos uma prorrogação que não traga problemas para o Betis. Nossa intenção não é prejudicá-los. Ricardo Oliveira não teria espaço na Europa e demos a oportunidade para ele se recuperar no São Paulo. O presidente Juvenal Juvêncio não aprova a permanência do jogador no clube um dia a mais que o previsto ”, concluiu, tranqüilizando os espanhóis.