O primeiro jogo de preparação do Brasil na Suíça para a Copa do Mundo lançou candidaturas fortíssimas ao título de chatos do Mundial 2006. Claro que as brasileiras e brasileiros que só torcem na frente das câmeras ligadas, o pessoal que viaja de maneira exótica só para acompanhar a Copa ou as estrelas regionais – como o gaúcho que carrega uma réplica da taça para todos os cantos – que querem aparecer no exterior já não competem, são hors-concours pela obviedade.
Os chatos da temporada suíça têm dois estilos relativamente novos. Primeiro, vem as mulheres feias que se enfiam em calças três números menor que o mínimo adequado, fazem escândalo, se dizem desempregadas e mesmo assim pagam até 130 francos suíços (cerca de 249 reais) para entrar na partida.
"Estão dizendo que eu sou p… Agora vão ter que provar", falou uma delas a uma jornalista brasileira no banheiro das mulheres. Trata-se de uma moça que passou todo o jogo de costas para o campo tentando animar a torcida com músicas tipo "Ole, Ole, Olá", que há anos não se escutam em estádios e sequer rimam.
Depois tem o chato que chega na Suíça para lançar o "Hino da Copa", como Neguinho da Beija-Flor, que desfilou como puxador de samba no intervalo da partida puxando a Escola de Samba Sambrasiléa – ele cantando em um ritmo e o pessoal da bateria tocando em outro.
Tem também a dupla hispana Lito e Manolo, que tentou animar a torcida no intervalo com uma versão "moderna" de Macarena misturada com o estilo Ricky Martin do hino da Copa de 1998. A torcida do Lucerna quase entra na disputa dos mais chatos tentando emplacar cantos de guerra contra a seleção brasileira. Sorte dos anfitriões que os gols do Brasil foram saindo na sequência e no final só lhes restou aplaudir.
Teve também o chato da organização com a clássica cerimônia de entrega de prêmios ao melhor jogador da partida. O prêmio, dos mais criativos, foi para…(advinhem) Ronaldinho Gaúcho.