O técnico Muricy Ramalho deixou saudades entre os jogadores do Internacional. Foi com ele que o clube gaúcho chegou à Copa Libertadores da América ao ficar com o vice-campeonato brasileiro no ano passado. Às vésperas de decidir a competição sul-americana contra o São Paulo, os colorados não se cansam de elogiar o hoje comandante do rival.
Entre os mais agradecidos estão Élder Granja e Jorge Wagner. Os dois não são laterais de origem, mas acabaram se destacando nessa posição quando foram improvisados por Muricy. “Se eu tivesse no meio-campo hoje, não estava nem aqui no Internacional”, condicionou Granja, que, a princípio, não gostou da mudança de setor. “Fiquei bravo no início, mas fui me acostumando”, sorriu o jogador.
Jorge Wagner é outro que não se vê mais no meio-campo do Internacional. “Foi justamente com o Muricy que eu fui deslocado para a lateral e deu certo. No Inter, minha real posição vai ser sempre a lateral esquerda. Em outro clube, posso até ser que eu jogue em outro lugar”, comentou. Ele também foi forçado a aceitar a improvisação de Muricy. “Não tinha ninguém para jogar ali. Eu já tinha feito a função e fui escolhido”, contou.
O atacante Fernandão, por sua vez, credita sua melhor fase na carreira ao técnico do São Paulo. O jogador, que costuma telefonar para Muricy Ramalho, defende o antigo treinador das comparações com Abel Braga. “O Muricy é mais durão, mas ele também consegue formar uma família. Não tem jogador nosso que não fale bem dele. Ele é praticamente uma fotocópia do Telê Santana”, classificou.
Apesar dos elogios, ninguém no Internacional vai olhar para Muricy Ramalho como um amigo nesta quarta-feira, no Morumbi. “Claro que a gente tem um carinho enorme por ele, mas agora a história é diferente”, avisou o hoje lateral-direito do colorado, Élder Granja. “Eu já agradeci a ele pelo que ele fez”, completou o esquerdo, Jorge Wagner.