A crise que tomou conta do futebol argentino já ameaça o término do campeonato nacional. Depois de uma reunião do sindicato de jogadores do país, os atletas ameaçaram entrar em greve caso os dirigentes dos clubes e da federação do país não garantam a segurança nos jogos e treinos.
“Há muitos hipócritas e demagogos. Uma grande responsabilidade de tudo isto é dos maus dirigentes, que dizem uma coisa e fazem outra. Deixam soltos os torcedores violentos e depois viram as costas”, afirmou Sergio Marchi, secretário do sindicato dos jogadores, em entrevista coletiva após a reunião, que aconteceu na noite desta segunda-feira.
O secretário também afirmou que eles pedirão a revisão da impopular medida tomada pela Federação Argentina de Futebol (AFA), que proibiu a presença de torcida adversária nos jogos do Campeonato Argentino. Em 16 rodadas, sete partidas já foram interromptidas ou não aconteceram por problemas com violência de torcedores.
No caso mais recente, torcedores do Racing fizeram barricada na frente do hotel onde o time estava concentrando, não deixando que eles fossem para o estádio, onde disputariam a partida contra o San Lorenzo. Já na história mais grave, torcedores ameaçaram de morte jogadores do Gimnásia y Esgrima para que entregassem o jogo contra o Boca Juniors.
O presidente da AFA, Julio Grondona, negou que tenha a intenção de parar o Torneio Apertura do Campeonato Argentino. “Ninguém quer parar o futebol: nem os dirigentes, nem os jogadores”, disse o mandatário do futebol argentino, após reunião com um conselho ministerial do governo do país.
Mas talvez Grondona esteja com os dias contados à frente da AFA. A imprensa do país vem noticiando o desgaste do cartola com essa atual crise. O diário Olé chegou a publicar matéria em que o líder do sindicato dos jogadores, o experiente Verón, estaria encabeçando um movimento para derrubar o dirigente argentino.