Quase três anos depois de deixar o Parque Antártica, o técnico Jair Picerni, que estava com o Brasiliense na oitava posição da Série B, voltou ao Palmeiras nesta sexta-feira, literalmente pulando e vibrando. Apresentado pelo assessor de imprensa do clube e esbanjando bom humor, o treinador, que primeiro comandou um coletivo no gramado da Academia, arrancou diversos sorrisos dos jornalistas que lotaram a sala de imprensa para sua coletiva.
“O importante é estar alegre e de bem com a vida. Apesar da situação difícil que o Palmeiras se encontra, estou muito feliz pelo retorno, pois vislumbrava a volta a um grande clube desde que estava no Fortaleza. Fiz minhas ‘precezinhas’, mas também mostrei no campo, senão “Ele” não ajuda”, sorriu.
Ao ser questionado sobre a forma com que deixou o Brasiliense, criticada abertamente no site do time do Distrito Federal, Picerni voltou a utilizar o humor em sua resposta. “Eu não sou o Lula não, hein? Minha saída foi tranqüila, sem problemas, pois eu tinha um contrato verbal. Vou ligar novamente para o presidente à noite e conversar com ele, mas não houve problema algum”, repetiu.
O técnico revelou ainda que recebeu um telefonema do presidente palmeirense, Affonso Della Monica, já na madrugada de quarta para quinta-feira, e que só não chegou antes a São Paulo por problemas para encontrar vôos de Brasília para a capital paulistana. “Não tenho empresário e os assuntos são tratados diretamente comigo. Se me chamaram, é porque sabem que tenho competência”, gabou-se.
Preocupação: Apesar de ter assinado contrato por 12 meses com o Alviverde, Jair Picerni deixou bem clara qual sua preocupação imediata. “Estou muito preocupado com os seis últimos jogos do Brasileirão. Espero terminar o campeonato em uma condição melhor para depois falar em 2007, pois, para o Palmeiras, não basta realizar um bom trabalho. Tem que se pensar em títulos”, avisou.