
Na Idade Média, o carrasco era designado para degolar quem ia contra as regras de um reino. Na noite de ontem, o “Carrasco” do Luverdense nem precisou estar em campo para desferir o único e último golpe na vitória por 1 x 0 sobre Brasiliense, no Serejão.
O volante Max Carrasco é reserva da equipe visitante e só entrou nos minutos finais da partida, que teve o time mato-grossense melhor em 90 minutos de jogo. “Esse não é apelido, é sobrenome mesmo. Herdei do meu pai e hoje (ontem) pude honrar levando a vitória para casa junto com meus companheiros”, afirmou Max Carrasco, que observou do banco o volante Gilson marcar o gol da vitória.
O Brasiliense entrou em campo com uma formação bem ofensiva, mas não mostrou nada de novo. Com um time sem criação, foi facilmente dominado pelo rival. Os destaques ficaram para Luquinhas e Bocão, que fizeram um bom primeiro tempo.
O Luverdense marcou logo no início da partida, em cabeçada de Gilson, e depois administrou a partida fora de casa.
Saindo pela tangente
No fim, o treinador do Jacaré, Roberto Fonseca, não gostou do que viu. Questionado sobre os problemas dentro de campo, não aliviou os jogadores. “Não falhamos taticamente, mas faltou qualidade individual. O time estava bem montado dentro de campo. Tanto é que tomamos o gol em uma falha na bola parada. Não tivemos qualidade para agredir o adversário”, detonou.
Em relação a reforços, o treinador deseja o quanto antes. “Um time que jogou três jogos no campeonato e praticamente não fez gol, é óbvio que precisamos fazer trocas ofensivas”, disparou.