Logo aos três minutos Souza abriu o placar para a Lusa. Mas o conto de fadas acabou. A equipe se mostrou nervosa, não aproveitou as chances de ataque e segue na lanterna da Segundona com 34 pontos. Pior, volta a perder após duas rodadas e agora precisa de um resultado positivo frente ao favorito Atlético-MG na próxima terça-feira, novamente no Canindé.
O Ituano precisava da vitória para escapar do rebaixamento. Na etapa final, Gílson e Toninho marcaram os gols que levam o Galo à 12ª posição, com 41 pontos, cada vez mais distante da zona de degola. Na próxima rodada, a equipe volta ao Novelli Júnior para enfrentar o Avaí, também na terça.
O jogo contra o Ituano era considerado pela Lusa como o mais difícil da seqüência caseira que a equipe tem para se livrar do rebaixamento. Entretanto, não foi essa a impressão que os torcedores tiveram. Logo aos três minutos, a Portuguesa encontrou o seu gol. Leonardo fez boa jogada pela esquerda, invadiu a área, tabelou com a zaga e tocou para Cleissson. O meia achou Souza que chutou e marcou.
A Rubro-verde seguia melhor que o rival interiorano. Sempre sob os pés de Souza. Em dia inspirado, ele foi o responsável por outro lance de perigo dos mandantes. Aos 12, o meia-atacante fez boa triangulação com Alex Alves, apareceu na frente do goleiro André Luis e bateu colocado. A bola sai caprichosa para fora, rente à trave esquerda.
Ciente de que Tobi estava deixando Souza à vontade, o Ituano inverteu a marcação e passou a trabalhar a bola no meio-campo, um temor alertado pelo técnico Vágner Benazzi. Aos 18, Juliano aproveitou a liberdade, avançou pelo lado esquerdo e arriscou o chute de fora da área. Tiago teve de se esticar para espalmar a bola.
O perigo que o Ituano representava ficou mais visível nos minutos seguintes. Aparecendo esporadicamente ao ataque, o Galo de Itu valorizou mais as faltas do que a armação do jogo. Foram três cartões amarelos (Elivélton, Robston e Tobi) em dez minutos. A Portuguesa aceitou a catimba do rival.
Na volta do intervalo, a violência voltou a dar lugar para o futebol. Logo aos três, a Lusa assustou. Souza achou Leonardo livre pela esquerda. O lateral cruzou forte e André Luís saiu bem para defender e impedir a chegada de Alex Alves. Dois minutos depois, Juliano desviou um cruzamento com perigo. Tiago estava batido no lance e a bola foi para fora.
A Portuguesa passou a explorar as laterais do campo com sucesso. Aos nove, desta vez pela direita, Alex Alves cruzou na medida para Souza, que cabeceou de primeira e obrigou André Luís a fazer grande defesa. Poderia ser o indício de que a Rubro-verde chegaria ao segundo gol, mas não foi o que aconteceu.
Aos 15, o Ituano surpreendeu e chegou ao empate. Em uma brecha da marcação, a Lusa provou do próprio veneno. Paulo Santos apareceu livre pela ponta direita e cruzou. Gílson, de letra, desviou para o fundo das redes enganando Tiago. Um belo gol do atacante do Galo.
O empate mexeu com os brios da Portuguesa. A equipe ficou nervosa e passou a perder boas chances no ataque. Aos 17, por exemplo, Marcos Paulo deixou Alex Alves livre na área, mas o atacante chutou nas mãos de André Luís. Pouco depois, Leonardo invadiu pela esquerda e finalizou. A bola parou na rede pelo lado de fora.
Era um retrato de uma equipe nervosa, que pagaria caro pelos erros. Aos 25, Moradei cobrou falta pela direita, Toninho subiu mais que a defesa e desviou de primeira, sem chances para Tiago, virando o jogo para o Ituano.
A partir daí a partida mudou. Muito nervosa, a Lusa se arriscava ao ataque deixando os espaços abertos para o Ituano. A Rubro-verde, contudo, perdeu Cléber, contundido, e nada mais pôde criar. Melhor para os visitantes, que administraram o placar e saíram do Canindé com três pontos, mantendo a fama de algoz lusitano dos últimos anos e valendo dentro de campo a preocupação de Benazzi.
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