O título da Itália na Copa do Mundo da Alemanha fez com que as principais figuras políticas do país se manifestassem a favor de punições mais brandas a Juventus, Milan, Lazio e Fiorentina, os quatro times envolvidos no mais recente escândalo do Calcio, relacionado com a escala viciada de arbitragens. No entanto, nesta quarta-feira, o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Guido Rossi, descartou qualquer possibilidade de anistia aos clubes envolvidos.
O dirigente utilizou justamente o título conquistado em terras germânicas para continuar com o processo e punir exemplarmente os culpados. “Uma anistia seria o caminho errado para reconstruir um esporte limpo, que a seleção nacional já provou que existe”, argumentou Rossi.
O pedido inicial dos tribunais foi o de rebaixamento da Juventus para a Série C1 (equivalente à terceira divisão), além do descenso de Milan, Fiorentina e Lazio para a Série B (segunda divisão). Além da queda, as quatro equipes ainda perderiam suas vagas em competições européias e começariam o Campeonato Italiano com pontuação negativa. O veredicto, marcado para ser revelado na segunda, foi adiado inicialmente, mas deve ser conhecido ainda nesta semana.