A Itália espera honrar sua tradição e barrar o ímpeto da desesperada seleção dos Estados Unidos na segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Credenciada pela vitória na estréia sobre Gana, a equipe do técnico Marcelo Lippi praticamente assegura seu passaporte para as oitavas-de-final se conseguir garantir um resultado positivo contra os norte-americanos, neste sábado, em Kaiserslautern.
Já a seleção de Bruce Arena, que amargou um tropeço para a República Tcheca, necessita da vitória para manter vivo o sonho da classificação. Apesar das situações opostas das equipes, Lippi exige que seus jogadores esqueçam a primeira rodada e se dediquem ao máximo no duelo de sábado. O treinador acredita que os Estados Unidos apresentarão um futebol mais eficiente nesta segunda rodada.
“O jogo será decisivo para os Estados Unidos. Não podemos pensar na hipótese de que eles vão errar tanto quanto fizeram contra a República Tcheca. Eu preferia enfrentar os norte-americanos vindo de um resultado positivo. Mas independentemente disso vamos precisar nos impor em campo”, salientou.
Sobre o time que vai a campo, Lippi deverá mudar pouco a formação da equipe. O lateral-direito Zambrotta, recuperado de uma lesão muscular na coxa direita, ganha a vaga de Zaccardo entre os titulares. O meia Totti, por sua vez, recuperou-se da pancada no joelho e está confirmado na equipe. No ataque, muito se falou sobre possíveis mudanças para aumentar o poder de fogo, mas o comandante da Azzurra preferiu manter a formação que iniciou a partida passada, com Luca Toni e Alberto Gilardino.
A única dúvida de Lippi é a situação do volante Gattuso. Poupado na estréia devido a uma lesão muscular, o meio-campista está praticamente recuperado e pode aparecer como novidade na vaga de De Rossi. O treinador, porém, só definirá a possível escalação do volante momentos antes da partida.
Nos Estados Unidos, o técnico Bruce Arena conversou com seus jogadores sobre a importância de se impor mais em campo. O comandante fez duras críticas ao plantel depois da derrota para os tchecos, e os jogadores demonstram estar de acordo com o treinador.
“O técnico quis nos motivar e por isso optou por pisar no nosso calo. Entendemos e vamos nos comportar melhor do que no jogo contra a República Tcheca”, prometeu o atacante Donovan.
Para aumentar a criatividade de sua equipe, Arena decidiu mudar o meio-de-campo. O volante Marcus Beasley foi barrado para a entrada de Eddie Johnson, que aumentou a movimentação da seleção nos poucos minutos em que esteve em campo na estréia. Arena aposta em Johnson para melhorar a saída de bola para o ataque.