A seleção italiana pode fazer história no domingo com a conquista do tetracampeonato mundial, se tornando o primeiro país europeu a atingir a marca e, de quebra, encostar no líder Brasil no ranking de títulos em Copas do Mundo.
Mas antes de enfrentar o time de Zidane na decisão marcada para o Estádio Olímpico de Berlim, os italianos já igualaram um recorde: o de maior número de jogadores marcando gols em um mesmo Mundial. Em seis jogos, a Azurra balançou a rede dos adversários 11 vezes.
Se a média de gol não chega a dois por partida, os italianos atingiram a marca com dez jogadores diferentes. Somente o atacante Toni marcou dois. Os outros nove tentos foram assinalados por Totti, Del Piero, Gilardino, Iaquinta, Inzaghi, Pirlo, Zambrotta, Materazzi e Grosso.
A marca de dez jogadores "artilheiros" iguala o feito da França em 1982. O detalhe é que os Bleus fizeram 16 gols naquela Copa com dez atletas diferentes e a Itália dificilmente chegará a este número restando apenas uma partida para o fim do Mundial. No entanto, a Azurra pode ultrapassar a marca de 10 jogadores se algum nome fora da lista acima fizer gol na decisão.
O curioso é que um outro jogador italiano também chacoalhou as redes nesta Copa da Alemanha. O lateral direito Zaccardo seria o décimo primeiro jogador da equipe a marcar no Mundial, não tivesse sido o tento contra o próprio patrimônio, no empate em 1 x 1 com os Estados Unidos, ainda na primeira fase da Copa. Foi a única vez que a defesa italiana foi vazada na competição.
Uma outra marca estará em jogo na decisão entre Itália e França. Se não levar gol no tempo normal ou na prorrogação e a Itália for campeã, Buffon será o goleiro campeão menos vazado da história das Copas. A marca atual pertence ao rival de Buffon na final. Barthez sofreu apenas dois gols na campanha vitoriosa da França em 1998.