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Futebol

Investigações revelam que Carlos Alberto teria falsificado a idade antes de virar jogador de futebol

Arquivo Geral

08/11/2006 0h00

Mesmo antes de iniciar a carreira profissional nos gramados, o meia Carlos Alberto, do Figueirense, teria alterado a sua data de nascimento. Pelo menos é o que mostra uma série de documentos divulgados pela CBF na tarde desta quarta-feira. A entidade publicou em seu site oficial 30 páginas de documentos do atleta, que foram repassados ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), responsável por avaliar o caso e decidir uma possível punição a Carlos Alberto e até ao Figueirense.

Na terça-feira, reportagem do jornal Folha de São Paulo revelou que o jogador falsificou em cinco anos a sua idade. Ele alega ter nascido em 24 de janeiro de 1983, mas o registro do cartório de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, mostra que Carlos Alberto nasceu em 5 de janeiro de 1978.

Nos documentos publicados pela CBF, a possível “alteração” da idade já estava em vigor em 16 de novembro de 1999, quando a mãe do atleta, Elza Maria de Oliveira, passou uma procuração a Joacir de Oliveira Thomaz, na época identificado como caminhoneiro, mas que depois viria a ser um dos empresários do atleta, para representar o jovem “nascido em 24 de janeiro de 1983” com registro na cidade de São João do Meriti, no Rio de Janeiro.

Na procuração, o cartório aceita a certidão de nascimento como documento, apesar da lei exigir a carteira de identidade (RG), que só viria a ser utilizado em outra procuração novamente assinada por Elza Maria, datada de 15 de maio de 2001. Segundo os documentos divulgados, o jogador só retirou o RG em março de 2000.

Pouco menos de um ano após a primeira procuração, Carlos Alberto solicitou o seu registro de atleta profissional na CBF em 3 de outubro de 2000, quando assinou contrato com o Alto Vale, de Santa Catarina. Chama a atenção também o fato de o meia ter citado “São João do Meriti” como sua cidade-natal, enquanto o RG mostra que sua naturalidade é São Mateus, no Rio de Janeiro, município que não existe.

Depois do registro, todos os outros documentos de transferência citaram o nascimento do atleta em 24 de janeiro de 1983. Com a “idade nova”, ele atuou sem problemas por Joinville, Marcílio Dias, Caxias e Figueirense, onde tem contrato até o final deste ano.

O clube alegou que não sabia da adulteração de idade e o procurador geral do STJD, Paulo Marcos Schmitt, afirmou que abriu inquérito e o atleta pode ser suspenso por 120 a 720 dias, caso seja comprovada a falsificação. Segundo o procurador, o Figueirense só será punido se ficar provado que o clube tinha ciência da adulteração. Após a divulgação do caso, Carlos Alberto foi afastado preventivamente pelo alvinegro.

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