O “melhor estadual do país” já não é mais o mesmo. O slogan usado pelo Campeonato Paulista vem perdendo um pouco de sua força a cada ano. Equipes tradicionais em crise, partidas concomitantes com a pré-temporada e a escassez de datas vêm ofuscando a competição desde que o Brasileirão por pontos corridos tomou quase 65% do calendário nacional.
O Estado mais rico do país ainda é dono de um torneio competitivo. Porém, times outrora tradicionais passaram a envergonhar suas torcidas com administrações pífias, dirigentes que fogem de oficiais de justiça e driblam a penhora de suas rendas com truques que vão do simplório ao criativo.
Os jogadores que costumavam ser revelados no Interior paulista também são cada vez mais raros. Quando surgem, acabam desabrochando em outros estados ou indo prematuramente para o Exterior. As transferências deixam os lucros com empresários e não com os clubes, expondo assim um dos efeitos colaterais mais avassaladores da Lei Pelé, criada em 1998.