Contratado junto ao Cruzeiro por indicação do técnico Adilson Batista, o lateral direito Jonathan está prestes a voltar a equipe, após ter ficado alguns dias entregue ao Departamento Médico. No entanto, a sua preocupação nem é voltar a atuar e, sim, ajudar o treinador no que diz respeito às cobranças sobre o mesmo.
Homem de confiança do comandante alvinegro desde o Cruzeiro, o jogador defendeu Adilson, procurando dividir a responsabilidade entre o grupo pelos últimos dois resultados do time – empate com o Deportivo Táchira, na estreia da Copa Libertadores da América, e derrota para o Corinthians, no Paulistão.
“Ficamos chateados com isso (críticas), mas ele está vacinado contra isso. A gente sabe que pressão vem de todos os lados quando você perde, porém, temos que trabalhar assim e procurar executar aquilo que a gente vem treinando aqui, durante a semana. Vamos jogar procurar o gol desde o começo contra o São Bernardo (sábado, na Vila Belmiro). Esperamos fazer um grande jogo”, disse Jonathan.
Procurando minimizar um pouco a pressão sobre o técnico santista, o lateral lembrou que a equipe não tem se apresentado bem nas últimas partidas e que, por conta disso, a responsabilidade não pode recair apenas nos ombros de Adilson Batista.
“O bom desempenho do Santos no ano passado deixou a torcida um pouco mal acostumada. Até concordo que o torcedor está certo na cobrança, só não acho que a culpa pode ficar em cima apenas do Adilson. Quem joga são os atletas, por isso a cobrança tem que ser feita em cima dos jogadores também. Se ele tem culpa, nós, que jogamos e estamos representando o Santos junto com o Adilson, também temos a nossa parcela de responsabilidade”, comentou.
Já sobre o fato de retornar ao time – seu último jogo foi no empate com o São Caetano, no dia 26 de janeiro, na Arena Barueri -, Jonathan ainda espera o aval de Adilson Batista, mas espera poder estar em campo diante do São Bernardo, no sábado, normalmente.
“Não posso falar que vou jogar, porém, estou à disposição dele. Treinei ontem (quarta) e hoje (quinta), e como estou liberado pelos médicos desde quinta passada, acredito que eu posso ir para o jogo. Não posso garantir que vou aguentar os 90 minutos, tendo em vista que há muito tempo eu não treinava e estou com falta de ritmo, mas o grupo pode contar comigo. Não vejo a hora de voltar a atuar e sentir o calor da torcida novamente”, encerrou.