Como se tornou rotina em 2006, o goleiro Bosco voltou a dar conta do recado na difícil missão de substituir Rogério Ceni, o maior ídolo da atualidade do São Paulo. Mas a boa atuação na vitória contra o Botafogo ficou em segundo plano com a notícia de que o arqueiro suplente poderia deixar o Tricolor no final do ano para o futebol italiano.
”Desconheço essa notícia. Soube por parte dos meus companheiros de clube. Não tenho procurador. Não chegou nada até mim. Estou muito satisfeito e minha preferência é ficar”, comentou Bosco, que já acertou a renovação com o São Paulo até dezembro de 2007.
No momento, a posição do camisa 22 no Tricolor é clara: ele precisa se contentar com a reserva de Rogério Ceni, embora tenha disputado 14 jogos em 2006. Mesmo assim, Bosco não esconde a felicidade de trabalhar no líder do Campeonato Brasileiro, considerado uma referência de organização e planejamento no país.
“Sei que não estou aqui para disputar posição. O Rogério é insubstituível. Já tive chance de jogar bastante. Tenho esperado com paciência. Estou aqui para incentivá-lo”, explicou o goleiro, que não economiza elogios ao dono do gol tricolor. “Estou aprendendo com ele a ser ainda mais profissional. Não é qualquer coisa que o tira de campo. É um cara que não foge da batalha”, completou.
Sem temer o assédio europeu, o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes deixou claro que confia na permanência de Bosco no Tricolor. “Ele fica conosco até 31 de dezembro de 2007”, afirmou o dirigente após saborear a vitória de sua equipe contra o Botafogo.