Pelo menos hoje as reclamações sobre falta de comando no Corinthians foi comprovada pelos membros da Gaviões da Fiel que foram protestar no Parque São Jorge. Após o treinamento, cinco líderes da torcida foram convidados a conversar com Geninho no complexo onde fica a sala de Paulo Angioni. O diretor da MSI não compareceu ao clube nesta quinta-feira e justificou sua ausência dizendo estar em reunião com o procurador de um jogador.
“Nenhum diretor falou com a gente porque aqui não há comando. Não reconhecemos Edvar Simões (diretor de futebol) e Nesi Curi (braço direito de Dualib), que são dois “amputados” na nossa opinião. Não tinha ninguém ali dentro e só passamos a leitura das arquibancadas para o Geninho”, disse Wildner Rocha, o Pulguinha, vice-presidente da Gaviões da Fiel.
Os torcedores pouparam Kia Joorabchian, a quem vêem apenas como um mecenas, um investidor. “Cobramos a MSI na figura do Angioni. O Kia é patrocinador. Não o vemos como um diretor. Seria intragável aceitar o Kia como diretor”, prosseguiu Pulguinha, que também reclamou da omissão de Alberto Dualib, presidente do Timão.
Pelo segundo dia consecutivo, os jogadores evitaram as câmeras e microfones. Coube ao técnico Geninho, mais uma vez, dar a cara para bater e explicar o teor da reunião com a torcida organizada.
“Ir sozinho ao encontro com os torcedores foi opção minha. Quero deixar os jogadores fora disso e concentrados na partida”, disse Geninho, que achou positiva a manifestação das arquibancadas. “A conversa foi boa e em alto nível. Eles entenderam aquilo que eu vinha dizendo de carregar o time no colo e prometeram colaborar”, completou.