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Futebol

Gana promete voltar a dar trabalho no futuro

Arquivo Geral

28/06/2006 0h00

Disposta a dar trabalho, Gana estreou em sua primeira Copa do Mundo cercada de muita expectativa. Conhecidos por serem uma potência em campeonatos de categorias de base, os Estrelas Negras não decepcionaram e foram a única seleção africana a passar pela primeira fase do Mundial.

Os amistosos na fase de preparação geraram certa desconfiança. Foram duas vitórias, contra Jamaica e Coréia do Sul, com sete gols marcados e dois sofridos. Porém, contra seleções mais sólidas, resultados menos animadores: um empate contra a Turquia e uma derrota para o México. Instável, o time não foi para a Copa figurando entre os favoritos. Quiçá passaria pelo grupo que tinha italianos, tchecos e norte-americanos.

Sem correria e com um estilo mais cadenciado, o jogo ganense mostrou-se dependente do meio-de-campo. Sem desmerecer ataque e defesa, o setor é, de longe, o que Gana tem de melhor. A dupla de volantes formada por Essien e Apiah mostrou eficiência e combatividade, enquanto Muntari criou, ainda que de maneira apagada. Pela esquerda, Draman mostrou-se criativo.

Com uma derrota na estréia frente à Itália, poucos apostavam na classificação da seleção do técnico Ratomir Dujkovic. Porém, a expectativa cresceu após a surpreendente vitória sobre a República Tcheca. Contra os Estados Unidos, o sonho foi realizado quando confirmaram a segunda vaga no equilibrado Grupo E, atrás da apenas da tradicionalíssima Azzurra.

Para o Brasil da África, o problema seria enfrentar justamente o Brasil nas oitavas-de-final. Contra os pentacampeões, uma apresentação apática, em que mais uma vez pecou nas finalizações dos atacantes Amoah e Gyan. Em três lançamentos em profundidade, três gols brasileiros, incluindo um de Adriano em posição de impedimento.

Os jogadores lamentaram a ausência de Essien na partida. O volante do Chelsea, jogador africano mais caro da história, estava suspenso pela expulsão contra os Estados Unidos e assistiu do banco sua seleção cair. No esquema de Ratomi Dujkovic, ele seria uma das peças fundamentais para o Brasil sofrer.

Porém, o treinador fez questão de dar crédito a Gana após a eliminação. Com excelente preparo físico, do qual o próprio Dujkovic se encarregou, e excelentes chances de gol criadas, sobrou para a arbitragem a culpa da eliminação. Após questionar a imparcialidade do eslovaco Lubos Michel, o comandante dos Estrelas Negras acabou expulso do banco no intervalo.

Depois do Mundial, vai ser difícil segurar alguns nomes da seleção em seus clubes auais. Jogadores como o goleiro Kingson (Ankaraspor-TUR), os defensores John Mensah (Rennes-FRA) e John Paintsil (Hapoel Tel-Aviv-ISR) e o atacante Razak Pimpong (FC Copenhaguen-DIN) já estão na mira de grandes clubes europeus.

Ainda que tardiamente, a possibilidade é grande de nascer em 2006 uma nova potência africana no cenário mundial. Nigéria e Camarões podem ganhar um concorrente de peso, que provou que nem só de Abedi Pelé e Anthony Yeboah é escrita a história do futebol de Gana.

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