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Futebol

Gama perde para o Capital em pleno Bezerrão

Arquivo Geral

14/04/2012 21h01

Ian Ferraz

ian.ferraz@jornaldebrasilia.com.br

 

A partida entre Gama e Capital foi tão morosa que causaria sono até mesmo nos mascotes dos clubes, Periquito e Coruja. A inércia refletiu na torcida, que só fazia barulho para protestar com a falta de garra dos jogadores.  Melhor para o Capital, que mesmo atuando boa parte do jogo na defensiva, venceu por 2 x 1, em pleno Bezerrão.

 

O Jornal de Brasília apurou após o jogo que o técnico Allan George foi demitido no vestiário, mas a diretoria gamense negou  dizendo que haverá uma reunião com o comandante amanhã.

 

Mais uma vez, o Gama encontrou dificuldade para jogar em seus domínios. Com os jogadores preocupados mais em driblar e em fazer jogadas individuais, as chances de gol eram desperdiçadas. O retrospecto negativo no Bezerrão é grande. No primeiro turno, derrotas para Sobradinho, Botafogo-DF e Luziânia, além do Ceará, pela Copa do Brasil. Na Taça João Saldanha, troféu de consolação para os eliminados do primeiro turno, venceu o Sobradinho, mas perdeu para o Formosa, nos pênaltis. Agora, na Taça Mané Garrincha, o Alviverde acumula duas derrotas, para Ceilandense e Capital.

 

O revés deixou os comandados de Allan George na quarta colocação, com apenas três pontos em nove disputados. O Capital foi a seis, e ocupa, provisoriamente, a liderança da chave.

 

O Capital não tinha nada a ver com os maus resultados da equipe verde. Foi ao Bezerrão e fez um jogo de contra-ataques. O ataque funcionou bem e Wallacy e Lucas Ferreira marcaram os gols. Na retaguarda, Artur foi seguro e fez pelo menos duas defesas difíceis na primeira etapa.  

 

Insatisfeitos com o fraco rendimento dos atletas, os torcedores deixaram o estádio com 25 minutos da etapa complementar, procurando algo melhor para fazer na noite de sábado.  Quando Paulo Renê sofreu pênalti aos 40 minutos, o público era bem pequeno.  O artilheiro do Candangão cobrou bem e marcou seu 13º gol.

 

Único jogador gamense que ficou em campo depois do apito final, o atacante Kelvin deixou uma mensagem de despedida aos torcedores. “Não continuo. Vou cumprir meu contrato até o fim do campeonato e depois vou sair. Estou aqui desde 2007. É uma situação triste, mas temos que tirar o Gama dessa”, disse.

 

O ex-gamense Rochinha foi um dos que mais comemoraram na saída de campo. Ele evitou alfinetar o clube em que  se consagrou. “É falta de ética falar dos jogadores do adversário, mas no grito você não ganha nada”, disparou.

 

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