Dono do sétimo melhor ataque do Brasileirão, com 54 gols, o Atlético-MG conta ainda com o vice- artilheiro da competição, Diego Tardelli, que já balançou as redes 18 vezes, uma a menos que Adriano, do Flamengo. Além disso, joga com apenas um volante defensivo: Jonílson. Por todas estas características, o Galo avisa: não vai jogar na retranca contra o Palmeiras, domingo, no Palestra Itália.
“O Atlético nunca fez isso. Eu não pretendo que faça isso. Não é o meu estilo, apesar de eu carregar essa reputação, injusta”, afirmou o técnico Celso Roth, que já ouviu a torcida xingá-lo de retranqueiro várias vezes.
Para o treinador, em função de ser um confronto direto (o Palmeiras, em quarto, tem três pontos a mais que o Galo, quinto), decisivo para os dois times na luta pela vaga na Libertadores, a partida tem tudo para ser aberta.
“Vamos ter um jogo muito franco. O Atlético vai procurar o que lhe cabe. Aqui ou lá, o Atlético vai respeitar o adversário, mas vai buscar o seu objetivo, que é a vitória”, garantiu Roth.
Ironicamente, as retrancas adversárias têm sido o ponto fraco do Galo. No último jogo no Mineirão, acabou derrotado por 1 a 0 pelo Internacional, que teve uma postura defensiva, reforçada ainda mais depois que abriram o placar.
“O Internacional, no segundo tempo, foi uma vergonha. Teve méritos, porque aproveitou um descuido coletivo nosso. Depois para buscar o empate foi muito difícil. O Internacional tomou a postura que devia tomar. Não vai aqui nenhuma condenação. Agora, imagina se sou eu que faço aquele esquema? Não saio do estádio”, ironizou Roth.