A quarta-feira poderia ter sido para o Inter comemorar o avanço de fase na Libertadores. A situação era propícia. Jogando no Equador, mas não na altitude de Quito, e sim ao nível do mar, em Guaiquil. O adversário, o Emelec, não tinha somado nenhum ponto na competição. O estádio George Capwell abrigou um público reduzido, deixando o confronto com ambiente de amistoso de pré-temporada. Tudo isso e o Inter empatou por 0 a 0.
O empate sem gols contra um adversário fraco significa bem mais do que um simples empate sem gols. Sem a vitória, os colorados são obrigados a derrotarem o Deportivo Quito, no Beira-Rio, na última rodada do Grupo 5. Caso contrário, a Libertadores pode acabar bem cedo. Mesmo assim, o técnico Jorge Fossati está tranquilo e sereno.
“Acho que quando os objetivos são traçados antes da competição, a primeira coisa que importa é a classificação”, argumentou o treinador, minimizando o fato de o Inter não ter uma das melhores campanhas da fase de grupos. “Ser primeiro da nossa chave é muito importante. Se mantivermos essa média, de empatar fora e vencer em casa, ninguém pode nos parar. Com essa média a gente chega lá”, afirmou o treinador.
O Inter do primeiro tempo parecia ter onze jogadores diferentes dos que entraram no segundo, tamanha foi a mudança de postura. No início, Fossati apresentou uma equipe lenta, sem dinâmica e óbvia na torça de passes. Na segunda, ele mostrou um time veloz, bem postado, atuando próximo do gol adversário. Um outro Inter.
“Eles entrarem sem pressão nenhuma. Eles procuraram asseguram o empate e conseguiram”, opinou.
Independente do resultado ou da atuação, a vaga será decidida no Beira-Rio. O fato deixa a confiança de Fossati inabalável. “Tem que ter tranquilidade. Depende somente de nós”.