Desde que Tite retornou ao Corinthians, em outubro de 2010, a equipe tem demonstrado muita força nas competições disputadas por pontos corridos, tanto que foi campeã brasileira recentemente e liderou a primeira fase do Campeonato Paulista. Em mata-mata, porém, a história é diferente: o time foi eliminado pelo inexpressivo Tolima (Colômbia) na repescagem da Libertadores de 2011 e agora caiu para a Ponte Preta nas quartas de final do Estadual.
Prova de que, apesar de contar com jogadores consagrados, o elenco ainda não se mostra tão preparado para reverter situações adversas em curto prazo – diferentemente do Brasileiro, por exemplo, em que a competição “dá e tira pontos”, como costuma dizer o treinador para se referir a resultados injustos, derrotas ou vitórias.
“A equipe tem que aprender a jogar em cima dessas características”, admitiu o treinador, no domingo, após a derrota por 3 a 2 para a Ponte, que chegou a abrir dois gols de vantagem no primeiro tempo. “Isso é questão de maturidade, de experiência, que só se tem no dia a dia. Não é em palestra. É sentindo queimar lá dentro da carne para aprender”, defendeu o comandante.
Com a eliminação precoce no campeonato estadual, o Corinthians tem nove dias até seu próximo compromisso, a contar por essa segunda-feira, quando o grupo ganha folga – a reapresentação está marcada para a manhã do dia seguinte, no CT Joaquim Grava. O jogo curiosamente também é de mata-mata, mas pelas oitavas de final da Copa Libertadores, contra o Emelec (Equador).
“Não queria ter esse tempo todo, não. Queria pau dentro toda hora, que viesse outro (jogo do Paulista), e outro, e o próximo. Essa é a grandeza do Corinthians”, lamentou Tite, cujo time, dono da segunda melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, terá vantagem de fazer o segundo duelo com os equatorianos em casa – o primeiro, em 2 de maio, será como visitante.