Mais uma vez os boatos sobre uma possível onda de dopping nos anos 1970 voltaram a assombrar o futebol italiano. Em reportagem especial publicada pela L’Équipe Magazine, filhos de antigos jogadores da Fiorentina revelaram que o clube forçava o uso de substâncias proibidas, que acabou culminando na morte prematura de alguns.
"O meu pai morreu quando eu tinha dez anos e ainda acreditava no Papai Noel. Uma parte de mim morreu em 16 de Dezembro de 1987. Eles estão mortos por abuso de medicamentos que eram obrigados a tomar na Fiorentina. Se estavam dispostos a passar por isso, teriam a opção de jogar na equipe. Se não aceitavam as regras do jogo impostas pelo clube, sabiam que iriam terminar a temporada na reserva", relatou Claudia Beatrice.
O pai de Beatrice, Bruno Beatrice, famoso pelos torcedores da Fiorentina, faleceu com apenas 39 anos, vitimado por um tipo raro de leucemia. Na época, exames revelaram que Bruno era viciado em tranqüilizantes. No início do ano, denuncias semelhantes foram levantadas contra Milan e Juventus, mas a Federação Italiana nada apurou.