Ao optar pela volta ao Brasil, Ronaldo deixou para trás o coração flamenguista e incorporou o espírito corintiano para entrar no “bando de loucos”. Pouco mais de dois anos depois, o Fenômeno colocou um ponto final na sua história no Parque São Jorge depois de 69 apresentações. O atacante diz que a experiência no Timão foi inesquecível pela paixão dos torcedores.
“Nunca vi uma torcida tão empolgada e apaixonada, uma torcida que se entregue tanto ao time”, elogiou o camisa 9, que minimiza até o fato de ter sido hostilizado depois do recente fracasso na pré-Libertadores contra o Deportes Tolima, da Colômbia. “É certo que algumas vezes essa torcida se torna um pouco agressiva, mas repito o que disse em outras entrevistas, não imagino ter vivido sem o Corinthians”, emendou.
A média de Ronaldo no Corinthians não pode ser desprezada. Em 2009 e 2010, foram 35 gols. Ele praticamente fez um gol a cada duas apresentações. Em compensação, o Fenômeno deixa os campos com uma frustração.
“Peço desculpas pelo fracasso no projeto Libertadores. Digo que o presidente (Andrés Sanchez) é um irmão para mim. Quero continuar vinculado a esse clube de alguma maneira. Estarei no estádio em algumas ocasiões para acompanhar o time”, avisou.
No Corinthians, Ronaldo trouxe muitos patrocinadores e alternativas financeiras para uma instituição que teve muitos problemas no passado recente. Ainda por cima, liderou o time em duas conquistas, no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil.
A final do Estadual de 2009 registrou um dos lances mais bonitos de Ronaldo no Parque São Jorge. O gol por cobertura diante do Santos, na Vila Belmiro, tirou aplausos até dos adversários. Os mais saudosos puderam lembrar do Rei Pelé naquele dia.