O técnico Luiz Felipe Scolari reclamou bastante do árbitro uruguaio Jorge Larrionda no momento em que foi marcado pênalti de Ricardo Carvalho sobre Thierry Henry. Ficou ainda mais revoltado minutos depois, quando Cristiano Ronaldo teria sido empurrado por Sagnol dentro da área. No final do jogo, dirigiu-se ao meio-de-campo e repetiu várias vezes a palavra “vergonha”.
Na entrevista coletiva após a partida, Felipão enrolou com sua peculiar ironia até a última pergunta, quando soltou: “Sim, foi pênalti no Henry assim como foi pênalti no Ronaldo e ele não deu”. “O árbitro é ele, dá o que quer”, continuou o treinador, dizendo que a atuação de Larrionda foi a típica arbitragem “sul-americana que a gente conhece, que sabe matar o jogo”.
Para o comandante português, a partida foi bastante “disputada, equilibrada” e “merecia um resultado de empate”. “O jogo acabou sendo decidido em um detalhe, que foi o pênalti. Um lance incontestável, que poderia acontecer para a gente também, mas aí seria mais difícil porque somos um país pequeno”, teorizou.
Apesar das críticas, Felipão não poupou elogios à equipe francesa. “Eles souberam manejar as armas que tinham e nós não conseguimos aproveitar as chances de empate que tivemos”, analisou. “A França tem uma boa situação defensiva, é bem organizada, conta com atletas de boa estatura, boa força física e bastante experientes”, completou.
Questionado se era um consolo o técnico francês Raymond Domenech ter dito que Portugal deu mais trabalho à França que o Brasil, Felipão acusou o rival de desrespeito. “Ele se pronunciou de maneira absurda depois do jogo, dirigindo palavras que nem posso reproduzir aos jogadores e a Portugal como país”, disse.
Mesmo com a derrota, o treinador se disse “orgulhoso por trabalhar com esse grupo espetacular e por Portugal chegar entre os quatro finalistas depois de 40 anos” e afirmou que o objetivo agora passa a ser o terceiro lugar.
“Vamos deixar passar essa melancolia, essa decepção, e buscar o terceiro lugar que é muito interessante em um Mundial. Teremos um dia a menos de repouso em relação à Alemanha, mas vamos ter de aglutinar forças para encarar os donos da casa”, finalizou.