Por sinal, clássicos é o que não devem faltar na 48º edição da competição. No Brasil, a possibilidade de duelos regionais está agitando dois dos principais centros futebolísticos do país: Rio Grande do Sul e São Paulo. Os gaúchos vivem a expectativa do primeiro Gre-Nal da história do torneio. Nunca aconteceu de os dois times disputarem a mesma edição do campeonato.
O bicampeão Grêmio, com dez participações no currículo, e o atual detentor do título Internacional, com seis, estão nos grupos 3 e 4, respectivamente. Ambos só poderão se encontrar nas fases finais da Libertadores.
Outro duelo regional que poderá acontecer em 2007 é paulista. Depois de acirrarem a rivalidade em disputas no ano passado por títulos de Paulistão e Brasileirão, Santos e São Paulo estão também juntos na corrida pelo troféu continental. Mas o Peixe ainda terá de sobreviver à fase preliminar do torneio, em um confronto de ida e volta contra o Blooming, da Bolívia. Já o Tricolor está garantido no grupo 2.
Além do Santos, outra equipe brasileira que integra a pré-Libertadores é o Paraná, que encara o Cobreloa, do Chile. A fase preliminar do torneio é disputada por 12 equipes, sendo que só a metade sobrevive para a etapa de grupos. O outro clube que completa a relação de brasileiros na disputa é o Flamengo. Depois de uma frustrante campanha em 2002, o Rubro-negro investiu em contratações (Juninho Paulista e Souza, por exemplo) para chegar longe.
Mas não são só os brasileiros que merecem destaque na Libertadores de 2007. O temido Boca Juniors, da Argentina, volta ao torneio depois de ficar fora da edição passada. Pentacampeão e grande vencedor dos últimos anos (2000, 2001 e 2003, além de 1977 e 1978), o Boca é a principal força do grupo 7, que tem ainda Bolívar, Cienciano e Toluca. Quem tentará barrar o time de La Bombonera é o outro tradicional time de Buenos Aires, o River Plate.
A primeira fase da Libertadores tem oito grupos, com quatro equipes cada, sendo que os dois primeiros passam para as oitavas-de-final. Todos os 16 classificados serão ordenados por critério técnico – do 1º ao 16º, sendo que os campeões dos grupos ocupam as posições de 1 a 8, e os segundos, de 9 a 16.
Os clubes se enfrentam em sistema de ida e volta até a final. Os gols marcados como visitantes servem como critério de desempate somente até a semifinal e, persistindo o empate, os jogos serão resolvidos em cobranças de pênalti. Já a decisão da Libertadores não leva em conta os gols marcados fora de casa e ainda terá a possibilidade de prorrogação em caso de igualdade no placar. Se o tempo-extra não ajudar a definir o campeão, a disputa vai para os pênaltis.