O advogado Paulo Rogério Amoretty foi confirmado como um dos 176 mortos na colisão do Airbus A-320 da TAM,
A aeronave teve problemas para pousar no Aeroporto de Congonhas, derrapou pela pista, atravessou a avenida Washington Luiz e atingiu o prédio da TAM Express e um posto de gasolina.
Amoretty retornava de Porto Alegre com destino a São Paulo para cuidar do caso Nilmar. Ele era o advogado contratado pelo Corinthians para defender o clube no polêmico imbróglio com o Lyon. O jurista preparava o recurso que levaria à Justiça da Suíça para tentar reverter a decisão da Corte de Arbitragem do Esporte, que obrigou o Timão a pagar oito milhões de euros ao clube francês.
Antes disso, o advogado também havia trabalho na comissão de resolução da Fifa, que resolve imbróglios entre jogadores e clubes, e defendeu também o atual presidente da Confederação Brasileira de Tenis (CBT), Jorge Lacerda Rosa, na disputa pelo poder da entidade em 2004.
O deputado federal Júlio Redecker, líder do PSDB na Câmara dos Deputados, também estava no vôo. Além dos 171 passageiros e mais cinco tripulantes, mais 12 pessoas em terra foram atingidas pela aeronave. Os bombeiros trabalham no local e evitam falar em número de vítimas, mas descartam haver sobreviventes no avião.
Logo após a divulgação do acidente, o diretor de comunicação do Grêmio, Paulo Pelaipe, confirmou que a delegação do time estaria no vôo, mas mudou a programação e optou por viajar em um trajeto com escala em Brasília para ir a Goiânia, onde enfrenta o Goiás, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro.
O árbitro Leonardo Gaciba da Silva também foi outro que escapou por pouco do acidente. “Estava no sorteio para o jogo entre São Paulo e Fluminense (nesta quarta, no Morumbi) e costumava tomar este vôo para ir a São Paulo. Perdi no sorteio para o mineiro (Clever Assunção Gonçalves) e não precisei pegar este vôo”, explicou o árbitro, em entrevista à Rádio Gaúcha.