“Perdi um amigo e um craque. Assim era Puskas, como jogador de futebol e pessoa”. Foi desta forma que o ex-jogador e atual presidente de honra do Real Madrid Alfredo di Stéfano se despediu do ex-colega de clube Ferenc Puskas. O ex-jogador do Real e das seleções húngara e espanhola morreu nesta sexta-feira, aos 79 anos, por complicações em sua saúde decorrentes do Mal de Alzheimer.
Para o hispano-argentino, Puskas foi o melhor jogador com quem atuou ao longo de sua carreira. Juntos, o húngaro e Di Stéfano ganharam títulos como a Copa dos Campeões da Europa da temporada 1959/60. Na final, contra o Eintracht Frankfurt, da Alemanha, Puskas fez quatro gols e Di Stéfano três na goleada por 7 x 3.
“Puskas foi um dos melhores jogadores de todos os tempos, mas a vida, meu amigo, tem um final e, quando menos se espera, chega à meta e ela acaba. O recordaremos sempre como o que foi, um extraordinário jogador, de grande valor, e uma magnífica e boa pessoa”, disse.
Atual capitão do Real Madrid, o atacante Raúl foi outro a lamentar a morte de Puskas. “Puskas foi um mito da história do futebol mundial e do madridismo. Acompanhamos a toda família em seus sentimentos”, declarou o jogador, acompanhado pelo companheiro de equipe Guti. “Era um grande jogador, destes que marcam uma época e que todos os madridistas recordam. Lamentamos muito sua perda”, afirmou o meia.