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Futebol

Estreiante em Copas, Gana supera expectativas

Arquivo Geral

24/06/2006 0h00

Analisando o adversário do Brasil nas oitavas-de-final da Copa do Mundo, jogadores como Kaká e Juninho Pernambucano destacaram "a velocidade e força física" da equipe de Gana. Outros, como Zé Roberto, apontaram vantagens de enfrentar os africanos "porque eles jogam e deixam jogar, chegam a ser até ser irresponsáveis na marcação e isso pode facilitar o jogo para o Brasil".

Opiniões à parte, a verdade é que Gana, em seu primeiro Mundial, despachou equipes experientes, como a República Tcheca, tida como uma das candidatas a fazer boa campanha no Mundial, e os Estados Unidos, que se não são reconhecidos pela qualidade técnica, têm evoluído desde que realizaram a Copa em 1994.

Dos 23 jogadores do elenco ganense, 14 atletas atuam no futebol europeu, sendo que nove destes em países de primeira linha: três na Itália e na Alemanha, um na França, um na Inglaterra e um na Holanda. Dois dos destaques do time são o meio-campo Essien, que joga no Chelsea, bicampeão inglês, que não enfrentará o Brasil por estar suspenso, e o também meio-campista Appiah, que defende o Fenerbahce, da Turquia.

Mas se os destaques de Gana não podem nem em sonho serem comparados aos craques brasileiros, o sentimento vivido pelos jogadores africanos vai além das fronteiras de seu país. "Nós agora representamos não só Gana, mas todo o continente africano. Vamos enfrentar o Brasil, será um jogo interessante, mas nós não tememos ninguém. Esse time pode ter um longo caminho pela frente", garantiu Appiah, o "homem do jogo" eleito pela Fifa na vitória sobre os norte-americanos por 2 x 1, quinta-feira.

O goleiro Richard Kingson, que joga no Ankaraspor, da Turquia, também demonstrou preocupação em encarar os pentacampeões. "Claro que podemos vencer o Brasil. Nós viemos aqui para ganhar a Copa", exagerou. Mas foi o técnico sérvio Ratomar Dujkovic quem melhor definiu a perigosa estratégia ganense. "Estamos muito felizes por enfrentar o Brasil, o melhor time do mundo, mas não temos nada a perder", disse o treinador, assumindo a postura de franco atirador.

Resta saber se Gana vai enfrentar o Brasil no melhor estilo "irresponsável" do futebol africano, aquele que joga e deixa jogar, ataca em bloco e deixa enormes espaços para os contra-ataques. Ou se vai adotar uma postura defensiva, respeitando a superioridade brasileira, como fez a Croácia na estréia da Copa contra o Brasil.

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