Quem imaginaria que hoje o Brasil, País do futebol, estaria em 22º lugar do ranking da Fifa e a Espanha ocuparia a primeira colocação? O escrete canarinho e a Fúria jamais se enfrentaram em uma final – hoje no Maracanã, às 19h será a primeira vez. Porém em seus poucos confrontos – apenas nove – alguns são marcantes. No debute entre eles, a agramiação europeia venceu por 3 x 1, em partida válida pela Copa do Mundo de 1934.
A trupe comandada por Luiz Felipe Scolari resgatou uma questão muito importante – o apoio incondicional da torcida. Por outro lado, como chegou ao Brasil como favorita, a Fúria chegou com todos os brasileiros torcendo contra, pegando no pé, vaiando. A marcação da massa, melhor do que a dos laterais (Daniel Alves e Marcelo), fez com que tanto torcida quanto imprensa das agremiações entrassem clima de guerra intensa.
Não começou agora
Não há como negar que a seleção brasileira foi favorecida pela arbitragem em dois dos cinco confrontos com a Espanha em jogos de Copas do Mundo. Tais situações passaram a ser lembradas por jornalistas espanhóis, após a classificação para a final diante da Itália.
Em 1962, ano em que o time canarinho sagrou-se bicampeão mundial, encontrou uma Espanha furiosa pela frente. Mesmo com o ônus de ter levado a taça em 58, e a trupe europeia não estar entre as favoritas, o Brasil penou. Contou com a ajuda dos homens do apito e a malandragem do lateral-direito Nilton Santos para vencer por 2 x 1. A Espanha vencia por 1 x 0, quando ele cometeu um pênalti, mas deu um passinho à frente. Desta forma, foi marcada só uma falta. E não um pênalti, o que poderia complicar a situação do Brasil.
Em 1986, a bola chutada pelo espanhol Michel bateu no travessão, ultrapassou a linha do gol e voltou. Christopher Brambridge vacilou e o Brasil ganhou por 1 x 0.