Melhor jogador do mundo há duas temporadas, Ronaldinho Gaúcho não tem conseguido repetir na seleção brasileira as brilhantes atuações que o consagraram no Barcelona. Desempenhando uma função diferente no Brasil, onde joga mais recuado do que no time espanhol, o meia admite estar devendo futebol na Copa e, com elegância, culpou o esquema tático de Parreira pelos seus infortúnios.
"É lógico que eu preferia jogar da forma que eu me sinto bem, mas aqui a gente tem de abrir mão de algumas coisas para que o grupo seja vencedor. Por isso, temos de ir nos adaptando às vontades do treinador", afirma Ronaldinho.
Sem nenhum talento para a polêmica, o camisa 10 fez questão de evitar qualquer rota de colisão com a comissão técnica. "Minha função aqui é diferente da que eu tenho no Barcelona, mas precisamos ter alguém ali para criar as jogadas com o Kaká. Estou procurando fazer isso. Não jogo para mim mesmo e sim para a equipe", explica.
Longe de repetir a alegria de outros tempos, Ronaldinho revela sentir saudades do gol. "Quando você joga lá na frente, após um ou dois dribles, aparece a chance de chutar em gol ou de cavar uma falta próxima da área. No meio-campo, driblo e sigo muito distante do gol", reclamou o brasileiro, que espera melhorar seu desempenho nesta quinta-feira, contra o Japão, às 16 horas (de Brasília).