Responsável por dar à seleção chilena o primeiro título de Copa América de sua história, em 2015, o técnico Jorge Sampaoli assumiu, em entrevista ao Marca, que acredita que o Chile terá dificuldades para se remontar após a pausa no projeto que era desenvolvido desde 2012. Sem convites de clubes europeus, o argentino tem sido envolvido em especulações, mas segue desempregado.
“Isso (a mudança) vai afetar o trabalho mais do que pensamos. Vai acontecer uma perda, uma deterioração importante no Chile na hora da renovação”, admitiu o treinador, que trabalhou desde o início para formar a equipe campeã da Copa América diante da própria torcida. Em tempo, ainda atribuiu sua saída do cargo aos escândalos que envolveram a Federação.
Há alguns meses, o presidente da Federação Chilena, Sergio Jadue, resolveu se entregar à Justiça e foi extraditado aos Estados Unidos para responder ao processo no qual é réu.
Assim como outros dirigentes do futebol sul-americano – o peruano Manuel Burga, o colombiano Rafael Esquivel e o brasileiro José Maria Marin -, o chileno é acusado de conspirar com o esquema fraudulento envolvendo direitos de transmissão de torneios continentais como a Copa América.
“(Sai) basicamente pelas questões que surgiram com a mudança na direção da Federação. Haviam muitas irregularidades internamente, faltaram com respeito, então o que fiz de melhor foi dar um passo atrás. Tudo o que conseguimos de tão lindo não era justo que acabasse assim”, lamentou.
Perguntado pela reportagem sobre jogadores que levaria para o próximo projeto, seja lá aonde for, Sampaoli pontuou nomes como Arturo Vidal (um dos melhores com quem já trabalhou), Gary Medel, Eugenio Mena, Alexis Sánchez, entre outros.